Hoje no portal da ZH foi publicado uma entrevista com Fernando Carvalho, que há muito tempo andava silencioso a respeito do Internacional.
Não sou daqueles que considera Carvalho um Deus no templo colorado.
Ele foi sim o melhor presidente da história do nosso clube por vários motivos, além das conquistas óbvio.
Carvalho soube identificar as reais necessidades do Inter para cada departamento, além do futebol. Soube delegar, mesmo que seu início de gestão tenha sido cambaleante.
Com certeza, quando Presidente, foi muito bem assessorado.
Na entrevista de hoje o futebolista Fernando Carvalho, e não mais o Presidente, mostra que ainda entende muito de futebol, e do Internacional (minha modesta opinião).
Em sua entrevista elogia o trabalho de Dunga, mas faz a mesma ressalva que todos apontam: o time ainda não teve um teste forte. Ao mesmo tempo afirma que o placar do primeiro greNal foi injusto, o Inter merecia um placar mais dilatado.
Fala também de D'alessandro. O gringo precisa se sentir responsável pelo time, mas acima disso, precisa acreditar no time. O que me faz pensar e quase concluir a sua baixa produção no ano passado. D'ale, muito provavelmente, não acreditava no trabalho de Fernandão como técnico, ou até mesmo de Dorival Júnior. Só isso explica sua baixíssima produção em 2012.
Foi Carvalho quem trouxe o argentino para o Inter, e conviveu por dois anos e meio com ele no time. Fala com propriedade quando analisa o jogador.
Outro ponto interessante que FC faz um chamamento é a respeito das competições do time no 2º semestre: vai chegar um momento que o time vai precisar priorizar uma competição, Copa do Brasil (ou Copa Sulamericana) ou Brasileirão.
Carvalho sempre enfatizou que o time precisa focar uma competição para então se sagrar exitoso. Foi assim em 2006, em 2008 e 2010.
Em 2009 por exemplo, o Inter em 20 dias decidiu a Recopa e a Copa do Brasil. No início daquele ano o clube queria vencer tudo e gastou energias pra isso. Mas sem foco, acabou perdendo as duas competições.
Quem sabe se a Recopa fosse mais adiante e não concomitante a competição nacional a história poderia ter sido outra. Mas isso fica na conjectura.
Esse ano o Inter estréia na Copa do Brasil dia 03/04 e tem jogo de volta marcado, se necessário, dia 17/04.
Passando de fase, volta a jogar no dia 01 ou 08/05, suponho que contra o Santa Cruz-PE. O jogo da volta seria 15 ou 22/05. O Campeonato Brasileiro não terá começado.
Novamente se passar de fase, volta a jogar dia 03 ou 10/07, contra Avaí ou América/MG (palpite meu após ver a tabela). Os jogos da volta seriam 17 ou 24/07.
Aqui um detalhe, o Internacional decidiria se continuaria na Copa do Brasil ou se disputaria a Sulamericana. Nesse último caso teria de ser eliminado.
Em caso de Copa do Brasil, nas oitavas de final os confrontos serão definidos através de sorteio, e os jogos serão 21 e 28/08. O 1º turno do Brasileirão já estará quase finalizando. Então vem um período só de Brasileirão.
Se avançar para a quartas, os jogos serão em 23/10 e 30/10. Será momento de saber se o Inter estará bem no Brasileirão a ponto de continuar disputando algo.
As semi e finais serão em novembro, bem no momento que o Brasileirão começa a se decidir. Hoje, o Internacional não tem elenco para levar adiante as duas competições em alto nível. A não ser que o time titular não sofra absolutamente nada, nem lesões, nem suspensões, nem convocações, nem saídas, nem cansaço. Nada! Ou tenhamos mais reforços de qualidade para o grupo/time. Aí sim, poderemos ficar sossegados que lutaremos por tudo. Será que é possível pensar assim? É nesse ponto que FC afirma que chega uma hora que precisa-se priorizar uma competição.
Analisando o exposto acima, concordo com o ex-Presidente do Inter.
O último ponto que acho que merece destaque da entrevista de Fernando Carvalho é a "espanhonalização" do futebol brasileiro.
FC afirma que o Corinthians tem tudo para se tornar o Barcelona do Brasil, pela grana que recebe, pela perspectiva de receita com a abertura do novo estádio com plano de sócios, patrocínio com cifras muito maiores que a do Internacional e com organização, algo que nem sempre foi presente no clube paulista. Se tudo isso acontecer junto, o time da periferia de São Paulo se torna um clube muito poderoso no Brasil.
A segunda força (Real Madrid), teoricamente, seria o Flamengo, pois recebe tanto dinheiro quanto o clube paulista. Mas organização é algo que passa muito longe do time da Gávea.
O Internacional tem receita de quase metade desses dois times. Teria que se desdobrar muito para competir de igual para igual em competições de longa duração, como o Brasileirão por exemplo. Nesse ponto o fim do Clube dos Treze não foi bom para nós. Essa é a conclusão de Carvalho, o que me leva a concordar pelo simples fato de o futebol necessitar de financiamento forte e como acontece na Espanha, onde Real Madrid e Barcelona recebem o dobro da 3ª força do país, não vemos um campeão diferente dos dois principais há muito tempo. O último foi o Valência em 2004.
Enfim, achei interessante esses pontos levantados pelo ex-Presidente, vale a pena a reflexão. Precisamos pegar junto com o time, para que consigamos os êxitos como nos últimos anos, onde vencíamos na base da superação e a torcida pegando junto, aliado a qualidade do time.
É a receita para o sucesso sempre.
Saudações Coloradas
Alexandre - ColoradoBH
quinta-feira, 28 de março de 2013
Jogo morno e empate ruim
Sem graça e com uma certeza: o time reserva do Inter não está preparado para assumir a responsabilidade em alguns jogos no Campeonato Gaúcho. Assim foi o jogo do Inter ontem, contra o São José, no estádio Passo D'Areia, em POA. O jogo valia pela quarta rodada do returno do Gauchão.
Muitos fatores poderiam ser fundamentais para o mau desempenho do Inter no jogo: o gramado sintético, que algumas vezes assusta os jogadores, ou até atrapalha por ser incomum entre os campos de futebol; a arbitragem ruim, que demorou para começar a distribuir cartões, e fez com que os jogadores do São José se sentissem mais a vontade para cometer faltas; a falta de jogadas e entrosamento entre os jogadores na partida; etc. Mas a principal causa do insucesso colorado ontem foi porque o time reserva do Inter não tem as peças essenciais para fazer o jogo fluir de forma natural e bem jogado.
O jogo já dava sinais de que seria diferente dos demais jogos que o Inter estava jogando ultimamente. Vários aspectos mostraram que alguma coisa seria diferente. E, como estava pré definido, o jogo foi completamente inverso das últimas partidas jogadas pelo colorado.
Sem muitas jogadas ofensivas, nem preocupações na defesa, o Inter não saiu de um 0x0 ruim na noite de ontem, em Porto Alegre. No primeiro tempo, os jogadores bem que tentaram avançar, fazer jogadas e marcar gols, mas faltava o último toque e a finalização certeira, que são essenciais para uma partida e que fizeram falta no jogo de ontem.
O primeiro tempo foi muito fraco e poucas jogadas ofensivas de qualidade foram feitas pelos dois times. No final da primeira etapa, se via um jogo morno e sem ânimo, tanto pelo lado do Inter, quanto pelo do São José.
No segundo tempo, Dátolo e Damião começaram a tentar jogadas mais ofensivas, buscando o gol. Mas quando as jogadas eram boas, a finalização saia fraca ou sem pontaria, facilitando a vida do goleiro.
Sem muitas jogadas dos dois lados, o jogo seguiu no marasmo até o final. E, com o último apito do juiz, e o 0x0 decretado, a sensação de que poderia ter sido feito mais ficou na cabeça dos jogadores.
Os focos agora são voltados para a próxima rodada do Gauchão, onde o Inter enfrenta o Esportivo, as 21H do Sábado, no estádio Centenário, em Caxias do Sul e também para o início da Copa do Brasil, dia 03 de abril. O Inter enfrenta o Rio Branco-AC, no estádio Arena da Floresta, as 21H50.
Muitos fatores poderiam ser fundamentais para o mau desempenho do Inter no jogo: o gramado sintético, que algumas vezes assusta os jogadores, ou até atrapalha por ser incomum entre os campos de futebol; a arbitragem ruim, que demorou para começar a distribuir cartões, e fez com que os jogadores do São José se sentissem mais a vontade para cometer faltas; a falta de jogadas e entrosamento entre os jogadores na partida; etc. Mas a principal causa do insucesso colorado ontem foi porque o time reserva do Inter não tem as peças essenciais para fazer o jogo fluir de forma natural e bem jogado.
O jogo já dava sinais de que seria diferente dos demais jogos que o Inter estava jogando ultimamente. Vários aspectos mostraram que alguma coisa seria diferente. E, como estava pré definido, o jogo foi completamente inverso das últimas partidas jogadas pelo colorado.
Sem muitas jogadas ofensivas, nem preocupações na defesa, o Inter não saiu de um 0x0 ruim na noite de ontem, em Porto Alegre. No primeiro tempo, os jogadores bem que tentaram avançar, fazer jogadas e marcar gols, mas faltava o último toque e a finalização certeira, que são essenciais para uma partida e que fizeram falta no jogo de ontem.
O primeiro tempo foi muito fraco e poucas jogadas ofensivas de qualidade foram feitas pelos dois times. No final da primeira etapa, se via um jogo morno e sem ânimo, tanto pelo lado do Inter, quanto pelo do São José.
No segundo tempo, Dátolo e Damião começaram a tentar jogadas mais ofensivas, buscando o gol. Mas quando as jogadas eram boas, a finalização saia fraca ou sem pontaria, facilitando a vida do goleiro.
Sem muitas jogadas dos dois lados, o jogo seguiu no marasmo até o final. E, com o último apito do juiz, e o 0x0 decretado, a sensação de que poderia ter sido feito mais ficou na cabeça dos jogadores.
Os focos agora são voltados para a próxima rodada do Gauchão, onde o Inter enfrenta o Esportivo, as 21H do Sábado, no estádio Centenário, em Caxias do Sul e também para o início da Copa do Brasil, dia 03 de abril. O Inter enfrenta o Rio Branco-AC, no estádio Arena da Floresta, as 21H50.
Eduardo Schwarzbold
quarta-feira, 27 de março de 2013
Jogadores do Inter entram na onda Mundial do "Harlem Shake"
Mostrando um grande clima de descontração e união do grupo, os jogadores colorados se mobilizaram para gravar o vídeo com a música Harlem Shake, um recente hit mundial que já contou com a participação de times de diferentes modalidades esportivas. No Brasil, o Inter é um dos primeiros no meio futebolístico. O vídeo foi gravado na última segunda-feira (25/03) no vestiário do CT Parque Gigante. O atacante Caio protagonizou a primeira cena, depois os demais jogadores apareceram com fantasias dos mais diversos personagens para repetir a dança que ficou famosa na internet após a divulgação de um vídeo de amigos realizando movimentos insanos ao som de americano Baauer. Curta o vídeo a seguir:
terça-feira, 26 de março de 2013
Ingressos à venda para a festa dos 104 anos do Inter
No dia 4 de abril, o Internacional completa mais um ano de sua vitoriosa vida. E para comemorar, nada melhor que um evento reunindo a família colorada. Por isso, no dia seguinte ao aniversário o Clube vai reunir diretores, consulados, ídolos e torcedores na Casa NTX, em Porto Alegre.
O aniversário vai ser festejada em um jantar para 800 pessoas e contar com a participação especial de atletas que marcaram a história do Campeão de Tudo. Para encerrar o evento em alto astral, a banda Dublê fará uma apresentação em homenagem à toda a nação alvirrubra. Os ingressos para o jantar começam a ser vendidos aos sócios nesta quinta-feira (29/03) ao preço de R$ 150,00. As informações de venda podem ser obtidas pelo telefone (51) 3230-4645.
Jantar de Aniversário
Dia 5 de Abril, às 20h30 na Casa NTX - Avenida das Indústrias, 1395, bairro São João - Porto Alegre.
Fonte: Site do Inter
segunda-feira, 25 de março de 2013
Recordes
Na última 4ª feira, no jogo contra o São Luiz, o Internacional conseguiu um feito inédito desde 2010 quando Celso Roth era o técnico do Inter pela 3ª vez, com 5 vitórias consecutivas.
Agora no último domingo, contra o Santa Cruz, o time de Dunga conseguiu alcançar a marca do Inter de Jorge Fossati, que obteve 6 vitórias seguidos, no mesmo ano (2010).
Achei interessante relembrar essa época um pouco, que parece já um pouquinho distante.
A sequencia de vitórias seguidas de Jorge Fossati foi durante o Gauchão de 2010, na antiga Taça Fernando Carvalho.
O time era uma caricatura do que viria a ser Bicampeão da América meses depois.
Recém haviam chegado 2 laterais direitos: Nei e Bruno Silva; o time jogava com 3 zagueiros (Bolívar, Índio e Fabiano Eller, às vezes Sorondo), Sandro era uma afirmação, D'alessandro não jogava porque no primeiro jogo literalmente quebrou a cara, levando uma joelhada no rosto do jogador do Juventude. O ataque era Edu e Alecsandro e o goleiro ainda era o Lauro.
Nessa mesma época chegou uma das maiores lendas recentes do Internacional. O "Deus" Fernando Carvalho vai à mídia e fala que está fechando uma contratação Espetacular. O jogador? Wilson Mathias!!! (aonde ele viu espetáculo nesse cara?).
Depois dessas 6 vitórias no Campeonato Gaúcho, onde Fossati comandava a equipe, o Internacional foi derrotado, com o time reserva, no Beira Rio pelo Novo Hamburgo no último minuto. Essa partida aconteceu 2 dias antes da estréia do Inter na Libertadores daquele ano contra o Emelec e a FGF não quis alterar a data do jogo. Mas isso não é desculpa.
No jogo seguinte, a primeira mudança de time titular: sai Lauro, entra Abbondanzieri.
O time continuava com seguidas alterações na zaga e não definia o lateral direito titular.
E de uma hora para outra começou a titubear e Fossati começou a perder o comando da equipe. Só a Libertadores motivava, no 2º turno (Taça Fábio Koff) o Internacional venceu de forma dramática o Pelotas na final, que havia eliminado os da Azenha.
O time perdeu a final do Gauchão, naquele que foi o último titulo deles.
Fossati seguiu no início do Brasileirão, mas totalmente cambaleante, perdendo muitas partidas em casa, e escalando a equipe reserva em muitos jogos. Mas, na Libertadores conseguiu ir para a semifinal, no épico jogo contra o Estudiantes de Verón, em Quilmes.
Verdade seja dita que o time não jogou nada nesse jogo. E somente ameaçou o Estudiantes no 2º tempo, culminando com o gol no finalzinho do jogo. O gol da fumaça de Giuliano. Isso todos lembram.
No jogo seguinte de Fossati, no Brasileirão, contra o Vasco no Rio, o Inter sai vencendo por 2x0 e consegue perder tomando 3 gols no segundo tempo para o time do então treinador deles, Celso Roth. O Vasco era um time muito fraco.
Fossati foi demitido. O Brasileirão e a Libertadores deram uma parada para a Copa do Mundo. E o Inter ficou sem técnico.
Dias depois a diretoria do Inter surpreende e anuncia Celso Roth como novo técnico.
Passa a Copa do Mundo, volta o Brasileirão e o Inter volta diferente.
Tinga foi recontratado junto com Renan e Sóbis.
Roth escala o time no 4-2-3-1, com Índio e Bolívar na zaga, Nei e Kléber nas laterais, Sandro, Guina, Tinga, D'ale e Taison no meio e Alecsandro isolado no ataque.
Abbodanzieri iniciou essa nova era como goleiro e o Inter faz uma nova senda de vitórias (5) consecutivas, somando Brasileirão e Libertadores (apenas 1 contra o São Paulo). Nesse último jogo Renan foi alçado à titularidade, sem que fosse explicado o porque da saída do goleiro argentino (que havia falhado na última partida pelo Brasileirão).
A diferença dos times de Fossati e Roth em 2010, além do esquema, era a postura em campo.
Com Roth parecia um time mais determinado em campo, sem empolgar, típico dos times desse treinador, no qual não simpatizo muito. Além do acréscimo de qualidade do Tinga e retomada do futebol de Taison, que com o treinador anterior havia literalmente sumido (chegou inclusive a se cogitar ir para o Palmeiras).
Com Fossati, o time era bastante defensivo, às vezes meio perdido, dependendo sempre de um lampejo individual de um dos jogadores. Às vezes D'alessandro, às vezes Giuliano, às vezes Andrezinho, e na base da superação vencia.
Foi uma época interessante, mesmo com o final de 2010 melancólico no Mundial de Abu Dhabi.
No 2 anos seguintes o Internacional mal conseguiu enfileirar 3 vitórias seguidas. Falcão ainda conseguiu em 2011 no Brasileirão. Mas apenas uma vez em 2 anos seguidos é pouco para um time como o Internacional.
Restou a Dunga retomar essas marcas. Que não são significativas para fins de títulos maiores, mas mostra qualidade para um primeiro momento, recuperando o time da "fraqueza" dos anos de 2011 e 2012.
Espero que mais vitórias venham e mais recordes possam ser quebrados.
Não podemos ficar mais 3 anos alimentando pequenos jejuns, como nesses últimos 2 anos.
Saudações Coloradas a todos!!!
Alexandre - @ColoradoBH
Agora no último domingo, contra o Santa Cruz, o time de Dunga conseguiu alcançar a marca do Inter de Jorge Fossati, que obteve 6 vitórias seguidos, no mesmo ano (2010).
Achei interessante relembrar essa época um pouco, que parece já um pouquinho distante.
A sequencia de vitórias seguidas de Jorge Fossati foi durante o Gauchão de 2010, na antiga Taça Fernando Carvalho.
O time era uma caricatura do que viria a ser Bicampeão da América meses depois.
Recém haviam chegado 2 laterais direitos: Nei e Bruno Silva; o time jogava com 3 zagueiros (Bolívar, Índio e Fabiano Eller, às vezes Sorondo), Sandro era uma afirmação, D'alessandro não jogava porque no primeiro jogo literalmente quebrou a cara, levando uma joelhada no rosto do jogador do Juventude. O ataque era Edu e Alecsandro e o goleiro ainda era o Lauro.
Nessa mesma época chegou uma das maiores lendas recentes do Internacional. O "Deus" Fernando Carvalho vai à mídia e fala que está fechando uma contratação Espetacular. O jogador? Wilson Mathias!!! (aonde ele viu espetáculo nesse cara?).
Depois dessas 6 vitórias no Campeonato Gaúcho, onde Fossati comandava a equipe, o Internacional foi derrotado, com o time reserva, no Beira Rio pelo Novo Hamburgo no último minuto. Essa partida aconteceu 2 dias antes da estréia do Inter na Libertadores daquele ano contra o Emelec e a FGF não quis alterar a data do jogo. Mas isso não é desculpa.
No jogo seguinte, a primeira mudança de time titular: sai Lauro, entra Abbondanzieri.
O time continuava com seguidas alterações na zaga e não definia o lateral direito titular.
E de uma hora para outra começou a titubear e Fossati começou a perder o comando da equipe. Só a Libertadores motivava, no 2º turno (Taça Fábio Koff) o Internacional venceu de forma dramática o Pelotas na final, que havia eliminado os da Azenha.
O time perdeu a final do Gauchão, naquele que foi o último titulo deles.
Fossati seguiu no início do Brasileirão, mas totalmente cambaleante, perdendo muitas partidas em casa, e escalando a equipe reserva em muitos jogos. Mas, na Libertadores conseguiu ir para a semifinal, no épico jogo contra o Estudiantes de Verón, em Quilmes.
Verdade seja dita que o time não jogou nada nesse jogo. E somente ameaçou o Estudiantes no 2º tempo, culminando com o gol no finalzinho do jogo. O gol da fumaça de Giuliano. Isso todos lembram.
No jogo seguinte de Fossati, no Brasileirão, contra o Vasco no Rio, o Inter sai vencendo por 2x0 e consegue perder tomando 3 gols no segundo tempo para o time do então treinador deles, Celso Roth. O Vasco era um time muito fraco.
Fossati foi demitido. O Brasileirão e a Libertadores deram uma parada para a Copa do Mundo. E o Inter ficou sem técnico.
Dias depois a diretoria do Inter surpreende e anuncia Celso Roth como novo técnico.
Passa a Copa do Mundo, volta o Brasileirão e o Inter volta diferente.
Tinga foi recontratado junto com Renan e Sóbis.
Roth escala o time no 4-2-3-1, com Índio e Bolívar na zaga, Nei e Kléber nas laterais, Sandro, Guina, Tinga, D'ale e Taison no meio e Alecsandro isolado no ataque.
Abbodanzieri iniciou essa nova era como goleiro e o Inter faz uma nova senda de vitórias (5) consecutivas, somando Brasileirão e Libertadores (apenas 1 contra o São Paulo). Nesse último jogo Renan foi alçado à titularidade, sem que fosse explicado o porque da saída do goleiro argentino (que havia falhado na última partida pelo Brasileirão).
A diferença dos times de Fossati e Roth em 2010, além do esquema, era a postura em campo.
Com Roth parecia um time mais determinado em campo, sem empolgar, típico dos times desse treinador, no qual não simpatizo muito. Além do acréscimo de qualidade do Tinga e retomada do futebol de Taison, que com o treinador anterior havia literalmente sumido (chegou inclusive a se cogitar ir para o Palmeiras).
Com Fossati, o time era bastante defensivo, às vezes meio perdido, dependendo sempre de um lampejo individual de um dos jogadores. Às vezes D'alessandro, às vezes Giuliano, às vezes Andrezinho, e na base da superação vencia.
Foi uma época interessante, mesmo com o final de 2010 melancólico no Mundial de Abu Dhabi.
No 2 anos seguintes o Internacional mal conseguiu enfileirar 3 vitórias seguidas. Falcão ainda conseguiu em 2011 no Brasileirão. Mas apenas uma vez em 2 anos seguidos é pouco para um time como o Internacional.
Restou a Dunga retomar essas marcas. Que não são significativas para fins de títulos maiores, mas mostra qualidade para um primeiro momento, recuperando o time da "fraqueza" dos anos de 2011 e 2012.
Espero que mais vitórias venham e mais recordes possam ser quebrados.
Não podemos ficar mais 3 anos alimentando pequenos jejuns, como nesses últimos 2 anos.
Saudações Coloradas a todos!!!
Alexandre - @ColoradoBH
sábado, 23 de março de 2013
Modernização do Beira-Rio: Status Das Obras
360 DIAS DE TRABALHO
O grande diferencial do novo e moderno Beira-Rio começa a ser desenhada: nesta semana, os operários trabalharam na montagem e no içamento da estrutura metálica - feita em aço - que comporá a cobertura do Estádio. Na primeira etapa, estão sendo montadas no chão e serão erguidas com dois guindastes - com capacidade para 100 e 200 toneladas - as bases da estrutura (P1 e P2) que juntas, pesam 25 toneladas. Num segundo momento, serão içadas as duas últimas partes (P3 e P4) - que cobrirão as arquibancadas. A estrutura metálica de cada uma das 65 folhas pesará 40 toneladas e terá 38 metros de altura e 53 metros de largura. A estrutura metálica também sustentará os telões que exibirão em detalhes os jogos e a iluminação do campo de jogo.
A nova cobertura proporcionará uma série de vantagens para os espectadores dos jogos e também para os atletas que entrarão em campo. Para o torcedor, um maior conforto, abrigando-o das intempéries do tempo com proteção contra o sol, chuva e vento. Para os jogadores, a sensação de maior proximidade com a torcida graças à reverberação do som por mais tempo dentro do Estádio. A iluminação também será mantida graças ao diferencial do projeto da cobertura.
A membrana - produzida em politetrafluoretileno - opaca e translúcida entre as folhas para melhor aproveitamento da luz solar terá características autolimpantes e algumas folhas com capacidade para captar água para reuso na etapa final da cobertura.
Confira as fotos:
Clique nas imagens para vê-las melhor.
Fonte: Site do Inter
O grande diferencial do novo e moderno Beira-Rio começa a ser desenhada: nesta semana, os operários trabalharam na montagem e no içamento da estrutura metálica - feita em aço - que comporá a cobertura do Estádio. Na primeira etapa, estão sendo montadas no chão e serão erguidas com dois guindastes - com capacidade para 100 e 200 toneladas - as bases da estrutura (P1 e P2) que juntas, pesam 25 toneladas. Num segundo momento, serão içadas as duas últimas partes (P3 e P4) - que cobrirão as arquibancadas. A estrutura metálica de cada uma das 65 folhas pesará 40 toneladas e terá 38 metros de altura e 53 metros de largura. A estrutura metálica também sustentará os telões que exibirão em detalhes os jogos e a iluminação do campo de jogo.
A nova cobertura proporcionará uma série de vantagens para os espectadores dos jogos e também para os atletas que entrarão em campo. Para o torcedor, um maior conforto, abrigando-o das intempéries do tempo com proteção contra o sol, chuva e vento. Para os jogadores, a sensação de maior proximidade com a torcida graças à reverberação do som por mais tempo dentro do Estádio. A iluminação também será mantida graças ao diferencial do projeto da cobertura.
A membrana - produzida em politetrafluoretileno - opaca e translúcida entre as folhas para melhor aproveitamento da luz solar terá características autolimpantes e algumas folhas com capacidade para captar água para reuso na etapa final da cobertura.
Confira as fotos:
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| Fotos: Divulgação Inter/Andrade Gutierrez |
Fonte: Site do Inter
quinta-feira, 21 de março de 2013
História do Internacional: O Princípio do Clube do Povo
Data de fundação do Clube: 4 de Abril de 1909
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| Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe |
A origem do Sport Club Internacional está associada a três irmãos da família Poppe: Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe (respectivamente, na foto acima). Eles chegaram a Porto Alegre na primeira década de 1900. Acredita-se que foi por volta de 1908.
Poppe logo arranjou um emprego no comércio da capital, no bazar "Ao Preço Fixo", localizado na Rua da Praia. Em seguida, por influência do tio Thomé de Castro Madeira, filiou-se ao PPR (Partido Republicano Riograndense - comandado por Borges de Medeiros) e tornou-se funcionário da Secretaria do Conselho da Intendência (prefeitura), além de escrever para a "A Federação" (jornal do PPR). Ainda trabalharia nos jornais "Echo do Povo", "O Diário", "Gazeta do Povo", "O Exemplo" e foi diretor de redação do semanário "A Rua".
Já em 1908, a capital gaúcha se modernizava e progredia rapidamente: bondes elétricos tinham substituído os puxados a burro; acabava-se de instalar iluminação elétrica em todas as ruas do centro; a população havia saltado de 73 mil habitantes em 1900 para 120 mil. O Estado vivia sob forte influência do positivismo. Um dos dogmas da doutrina é que o indivíduo pode eternizar-se enquanto for lembrado por sua criação. O governo havia determinado a criação de novos espaços públicos para práticas esportivas, a fim de formar jovens para o Exército. É nesse contexto que as bases para a fundação do Inter começaram a ser definidas.
Os irmãos mais jovens da família Poppe, José e Luiz, tinham o desejo de jogar futebol, um esporte muito competitivo e que aprenderam a praticar ainda em São Paulo. Henrique, o irmão mais velho e influente, articulou a criação de um novo clube. Aos 18 anos, João Leopoldo Seferin, que emprestou o padrão da casa do pai para a reunião de fundação do Inter, na Rua da Redenção, 141 (atual Avenida João Pessoa, na altura do número 1.025), foi eleito presidente.
Para dar credibilidade ao clube, o capitão Graciliano Ortiz foi escolhido presidente de honra do Inter. Além de militar, Ortiz também era o diretor do Asseio Público e homem de prestígio junto ao José Montaury, intendente de Porto Alegre. Foi através de Ortiz que o Inter, recém-fundado, obteve junto à Intendência o seu primeiro campo: a Ilhota (atual Praça Sport Club Internacional). Além de ser o primeiro presidente de honra do novo clube, Graciliano também estava às vésperas de se tornar sogro de Henrique, já que em novembro de 1909, Henrique se casou com sua filha, Maria Conceição Ortiz.
Os demais valores envolvidos entre os jovens que se reuniram para a fundação do Sport Club Internacional eram: a prática do futebol, a celebração da própria juventude e a possibilidade de criarem um 'Club' onde teriam a oportunidade de manter novos contatos sociais.
A edição do jornal "A Rua", de 1916, guardada por Carlos Bandeira Poppe, filho de Luiz Madeira Poppe, confirma a obra de Henrique. A edição foi publicada três dias após a sua morte, aos 35 anos, por uremia (doença provocada pelo mau funcionamento dos rins, incapazes de filtrar as impurezas do sangue). Henrique não teve filhos. Foi enterrado no Cemitério da Santa Casa, na sepultura número do 3° quadro, conforme descrevem os registros da época.
Nem todos ficaram de acordo com a cor da futura camisa do Clube. Subdividiram-se em dois grupos como fora o carnaval daquele ano - a decisão veio do carnaval de rua entre Venezianos e Esmeraldinos, um vermelho, outro verde. Justamente as cores pretendidas, ou uma, ou outra. O resultado da votação tirou da ata de fundação os que defendiam o verde. Mas o racha não esvaziou a reunião, muito menos o Clube. Ficou Vermelho e Branco para o resto da vida.
Fonte: Consulado do Internacional em Chapecó - SC > Internacional > História
Para dar credibilidade ao clube, o capitão Graciliano Ortiz foi escolhido presidente de honra do Inter. Além de militar, Ortiz também era o diretor do Asseio Público e homem de prestígio junto ao José Montaury, intendente de Porto Alegre. Foi através de Ortiz que o Inter, recém-fundado, obteve junto à Intendência o seu primeiro campo: a Ilhota (atual Praça Sport Club Internacional). Além de ser o primeiro presidente de honra do novo clube, Graciliano também estava às vésperas de se tornar sogro de Henrique, já que em novembro de 1909, Henrique se casou com sua filha, Maria Conceição Ortiz.
Valores da Fundação do Sport Club Internacional
Os discursos ouvidos nas reuniões sempre giravam em torno de um princípio muito importante para os Poppe e para aqueles que ali estavam. O Internacional estava sendo criado para brasileiros e estrangeiros, uma clara alusão à política de discriminação dos outros dois clubes existentes em Porto Alegre, o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense e o Fuss-Ball.Os demais valores envolvidos entre os jovens que se reuniram para a fundação do Sport Club Internacional eram: a prática do futebol, a celebração da própria juventude e a possibilidade de criarem um 'Club' onde teriam a oportunidade de manter novos contatos sociais.
As cores dos Venezianos, o alvi-rubro do Inter surgiu do Carnaval
A morte do fundador e o legado para a história
Antes da morte, Henrique viu o Inter crescer, ser Campeão da Cidade, em 1913 (há cem anos atrás), e derrotar pela primeira vez o Grêmio, em 1915 (há noventa e oito anos atrás), tudo isso dez meses antes de morrer. O primeiro clube a ser desafiado pelo Inter, e que havia seis jogos mostrava-se imbatível, enfim, caía. Após seis jogos, com duas derrotas por 10 gols, o Inter goleava o Grêmio por 4 a 1, na Baixada, a casa do adversário. Vencia o rival pela primeira vez e inciava um novo ciclo na sua vida.A edição do jornal "A Rua", de 1916, guardada por Carlos Bandeira Poppe, filho de Luiz Madeira Poppe, confirma a obra de Henrique. A edição foi publicada três dias após a sua morte, aos 35 anos, por uremia (doença provocada pelo mau funcionamento dos rins, incapazes de filtrar as impurezas do sangue). Henrique não teve filhos. Foi enterrado no Cemitério da Santa Casa, na sepultura número do 3° quadro, conforme descrevem os registros da época.
Nem todos ficaram de acordo com a cor da futura camisa do Clube. Subdividiram-se em dois grupos como fora o carnaval daquele ano - a decisão veio do carnaval de rua entre Venezianos e Esmeraldinos, um vermelho, outro verde. Justamente as cores pretendidas, ou uma, ou outra. O resultado da votação tirou da ata de fundação os que defendiam o verde. Mas o racha não esvaziou a reunião, muito menos o Clube. Ficou Vermelho e Branco para o resto da vida.
Fonte: Consulado do Internacional em Chapecó - SC > Internacional > História
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