segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vicente Rao


Quem criou a expressão "Rolo" foi Vicente Rao. Jogador na década de 1920, acabou sendo inscrito na história do Clube por ser um insuperável animador de torcida. Segundo o atacante Carlitos, aquele não era colorado, era 'o Colorado', era o Internacional em pessoa. Primeiro Rei Momo de Porto Alegre, Rao gostava de futebol e da juventude, tanto que foi ele quem criou as primeiras escolinhas de futebol do Inter. Ele fazia desenhos dos jogadores do Inter e do time todo para depois levar pessoalmente aos jornais. Figura lendária do Clube.
Vicente Rao, símbolo da torcida colorada do passado
Foi aí que ele concebeu o antológico time da década de 40 na forma de um rolo compressor, amassando todos os adversários. Na mão de Rao, nada deixava de ser declaradamente popular. É deste tempo também o surgimento das grandes bandeiras e entradas do time em campo abaixo de foguetes, serpentinas, uma barulhada de sinos e sirenes. Por iniciativa de Rao, também surge nesta mesma década prodigiosa a primeira torcida organizada do Internacional, que também era a primeira que se tem notícia no Brasil.
O perfil do Rolo
O antológico Rolo Compressor, da década de 40
Ivo Wink, goleiro: foi a grande revelação de 1941 no São José-POA e continuou a brilhar por mais alguns anos no Internacional, sendo convocado pela Seleção Gaúcha.
Alfeu, zagueiro pela direita: já anos antes andara pelo Internacional, formando a famosa dupla com Natal. Ambos foram parar no futebol paulista, mas Alfeu voltou em 1940. Um dos zagueiros mais perfeitos e velozes do futebol gaúcho em todos os tempos. Veio do futebol fronteiriço do Rio Grande do Sul.
Nena, zagueiro pela esquerda: descoberto pelo treinador Ricardo Diez, naquele mesmo ano de 1942, no futebol varzeano de Porto Alegre. Um dos grandes de todos os tempos na posição. Tinha apelido de 'Parada 18' porque passar por ele era dura empreitada. Foi reserva da Seleção Nacional no Mundial de 1950, no Rio de Janeiro.
Assis, lateral-direito: jogador de alta técnica e exímio cobrador de tiro-livres. Originário de Uruguaiana, o lateral teve problemas com o excesso de peso e foi um dos primeiros do Rolo a requerer substituto.
Ávila, centromédio: grande jogador da posição. Veio para Porto Alegre em 1941, de Pelotas, doente. Hospitalizou-se no Hospital da Brigada, pois era soldado dessa corporação. Os médicos duvidavam que ainda pudesse jogar futebol, de tão abatido pela sífilis que estava. Mas, homem de ferro, se recuperou logo para tornar-se um dos astros máximos da equipe.
Abigail, lateral-esquerdo: comprado do Força e Luz, no início de 1942, era um dos jogadores mais regulares do time. Foi assim durante toda a sua carreira.
Tesourinha, ponta-direita: jogador 'prata da casa' saído dos juvenis em 1939, jogou durante longo tempo na Seleção Nacional. Tinha um drible desconcertante, que encantava o espectador. Havia torcedores que iam ao campo só pra ver Tesourinha jogar.
Russinho, capitão do time, moço rico de bacharel. Grande dinamismo e técnica razoável. Jogava futebol mais por amor ao esporte do que por necessidade de dinheiro, mas foi fundamental nas conquistas do time.
Vilalba, argentino vindo de São Borja para um teste. Aprovado, mostrou ser um grande centroavante. Saindo do Internacional, foi jogar no Palmeiras e teve boa atuação. Voltou ao Internacional e encerrou sua carreira com a camisa vermelha.
Rui, veio de Alegrete e era um jogador com grande liderança na equipe, pelo ardor com que disputava as partidas. Excelente em qualquer lado do meio-campo. Com Russinho no time, Rui atuava na esquerda.
Carlitos, zagueiro de origem, veio em 1948 do arrabalde da Tristeza. Devido a sua rapidez, acabou indo para o ataque e, depois, firmou-se na ponta esquerda. Tornou-se o maior goleador gaúcho de todos os tempos. Jogou 15 anos ininterruptos no Internacional e marcou 485 gols ao longo da sua carreira.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Há 104 Anos

Por: Colorada De POA

Década de 1940

Surge o Rolo Compressor

Chega à presidência do Internacional, em 1940, um homem austero. Seu nome é Hoche de Almeida Barros, e logo, pela rigidez e ordem com que põe em tudo, ganha um apelido: 'Rocha'. Com tudo em ordem no setor administrativo, tudo também começa a ir bem em campo. Há indícios de uma nova era no clube.

A luta entre os dois principais times da cidade – Inter e Grêmio – começava a se equivaler. O Internacional venceu um clássico por 6 a 1. O Grêmio vingou-se com um 4 a 2 em seguida. Mas pelo lado colorado estava se formando uma grande equipe. A formação inicial era a seguinte: Marcelo; Álvaro e Risada; Alfeu, Magno e Assis; Tesourinha, Russinho, Carlitos, Rui e Castilhos.

A rivalidade prosseguiu em 1941. Nos dois jogos pelo campeonato, cada time venceu um clássico. No primeiro, 3 a 0 para o Internacional, no segundo, 2 a 1 para o Grêmio. Mas um forte ataque do Inter se formava: Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. Já estava quase chegando a equipe dos sonhos da torcida colorada.

Era preciso, então, criar uma defesa à altura do ataque, que já se mostrava grande pelo conjunto e pela habilidade de seus componentes. Era o que a direção estava providenciando, para chegar no ano seguinte, em 1942, à equipe perfeita: O Rolo Compressor. Mas o que era o "Rolo Compressor"?



Rolo Compressor fez história por onde jogou

Um time antológico, o Rolo Compressor foi um time extremamente ofensivo, que durou de 1940 até 1948, conquistando oito estaduais em nove anos. O motivo de tamanha superioridade datava de 1928, ano que o Inter passou a utilizar jogadores negros em seu grupo, prática ainda não adotada pelo rival Grêmio até 1952. Isto acabou fortalecendo a equipe, que não tinha restrições e acabava sempre com os melhores jogadores, além de criar o carinhoso apelido de 'Clube do Povo'. Esta equipe contou com vários dos maiores craques já surgidos no Internacional

Porém, como apenas abnegados amadores atuavam no Clube até 1926, os atletas eram, em sua maioria, de classe alta. Os jogadores negros preferiam jogar 'profissionalmente' na 'Liga da Canela Preta', que pagava bonificações para os atletas participantes. Somente quando os clubes passaram a se profissionalizar e pagar salários, ainda que baixos, os atletas negros começaram a aceitar convites para jogar no Internacional, um clube que, desde sua fundação, jamais aceitou atos discriminatórios de qualquer espécie. 

Talvez a formação que todos colorados sonham, ainda que disposta no antigo sistema clássico de dois zagueiros, uma linha média de três e um ataque com cinco – dois pontas, dois meias e um centroavante – tenha sido o Rolo Compressor de 1942, do goleiro Ivo Winck, os dois zagueiros Alfeu e Nena, os três médios Assis, Ávila e Abigail e o ataque de Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. O núcleo do Rolo era mesmo Carlitos, Tesourinha, Alfeu e Nena. Começou em 1939 e prolongou-se até 1950. Só perdeu o campeonato de 1946.


O hexacampeonato

Em 18 de novembro de 1945, o Rolo do Inter ganhou o inédito título de hexacampeão gaúcho, na Timbaúva, estádio do Força e Luz, jogando contra o Pelotas. Os grandes clubes do Rio de Janeiro e São Paulo apareciam com propostas milionárias, mas os jogadores recusavam-se em sair de Porto Alegre. Era mesmo uma grande família, unidos para sempre e adorados pelos torcedores e imprensa, jamais sendo esquecidos. Em Gre-Nais, os números eram avassaladores: 19 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas em 29 jogos. O time mais ofensivo de todos os tempos já surgido no Rio Grande do Sul durou praticamente toda a década e teve um sucessor, o "Rolinho", comandado pelo inesquecível Tetê nos anos 50.

Texto: Marta Loss (Colorada De POA)

domingo, 21 de abril de 2013

Pré jogo: Inter x Lajeadense

  Nesse Domingo começa a fase de mata-mata da Taça Farroupilha para o Inter. E o adversário é  o Lajeadense, que ficou em quarto lugar no grupo B, na fase de grupos do segundo turno. O jogo será as 16h, no estádio Centenário, em Caxias do Sul.


  
  O Inter conseguiu o direito de ser o mandante dos seus jogos nessa Taça Farroupilha, pois ficou com a melhor classificação após o término da fase de grupos e vai, em Caxias do Sul, buscar a vaga para as semifinais do segundo turno do Gauchão.
  O técnico Dunga colocará em campo o que tem de melhor no elenco colorado, com todos os titulares possíveis atuando na tarde desse Domingo. O time vem motivado e confiante para o jogo. Alguns arriscam em dizer que a partida tem um sabor de revanche, já que o Lajeadense foi o responsável pela primeira derrota colorada em 2013.

  Em campo entram hoje, não apenas dois times com muita técnica e que vêm sendo bastante cuidados pelos adversários, mas entram também as duas melhores campanhas do campeonato, as melhores defesas, as duas equipes que menos perderam e as maiores efetividades dentro de campo. Por isso que é esperado um jogo com muita técnica e jogadas de habilidade de ambos os lados.

Os times vêm com as seguintes escalações:

Inter: Muriel; Gabriel, Moledo, Juan e Fabrício; Airton, Willians, Fred e D'Alessandro; Forlán e Damião.

Lajeadense: Eduardo Martini; Márcio Gabriel, Micael, Gabriel e Márcio Goiano; Rudiero, Reinaldo, Ramon e Renan Oliveira; Josimar e Jandson.


Demais detalhes da partida:

Horário e Local: 16h.; estádio Centenário, em Caxias do Sul.

Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Marcelo Barison e José Eduardo Calza.

TV: a RBS TV transmite a partida em canal aberto. O PFC transmite para todo o Brasil, em canal fechado.


Foto: Rádio Gaúcha



Eduardo Schwarzbold

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Moledo é convocado pela Seleção Brasileira para o jogo do dia 24/04 contra o Chile


Rodrigo Moledo recebeu nesta sexta-feira a notícia da sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.

Está no site da CBF que o zagueiro colorado foi convocado pelo técnico Felipão para o amistoso do Brasil diante do Chile, quarta-feira (24/04) no Mineirão.

O jogador foi convocado por que Henrique, do Palmeiras, acabou sendo tirado da convocatória por conta do compromisso do clube paulista na Libertadores da América, dia 25, diante do Tijuana - MEX.

"Em função da boa relação que a CBF mantém com os técnicos dos clubes brasileiros e da importância deste jogo para o Palmeiras, liberamos Henrique e aproveitamos para dar oportunidade a um jovem, o Rodrigo Moledo" explicou Felipão.
Apesar da convocação, Moledo não irá desfalcar o Inter em nenhuma partida, uma vez que a equipe atua só na Taça Farroupilha, e, caso passe pelo Lajeadense, disputa a semifinal somente no final de semana

Fonte: www.classicogrenal.net

terça-feira, 16 de abril de 2013

Harlem Shake Colorado perto de 1 Milhão de acessos

Mostrando um grande clima de descontração e união do grupo, os jogadores colorados se mobilizaram para gravar um vídeo com a música Harlem Shake, um hit mundial que já contou com a participação de times de diferentes modalidades esportivas. A gravação colorada é um sucesso, tendo sido vista por quase 1 milhão de espectadores do mundo todo. Países como Argentina, Portugal, Itália, Estados Unidos e Equador, além do Brasil, são os que mais curtiram o vídeo idealizados pelos atletas do Inter.

No Brasil, o Inter é um dos primeiros no meio futebolístico a fazer o projeto. O atacante Caio protagoniza a primeira cena, seguido pelos demais jogadores, que aparecem com fantasias dos mais diversos personagens para repetir a dança que ficou famosa na internet após a divulgação de um vídeo de amigos realizando movimentos insanos ao som do americano Bauuer.


Fonte: Site do Inter

HÁ 104 ANOS: Bibiano Pontes



Por: Colorada De POA


XERIFE DA ZAGA COLORADA



Bibiano Pontes
Bibiano Pontes
Imagem: internacional.com.br
Foi um dos melhores zagueiros da história do Internacional.
Para um zagueiro ser considerado bom jogador precisa possuir algumas características, força, inteligência, posicionamento e velocidade. Em se tratando desse quesito Bibiano Pontes era imbatível, tinha uma recuperação espantosa. Formou ao lado de Figueroa uma das melhores duplas de zaga da história do Inter. Pontes jogou no colorado por muitas temporadas. Foram dez anos vestindo a camiseta colorada de 1965 a 1975. Ele foi o segundo jogador que mais vezes atuou no Internacional, ao todo foram 524 partidas, perde apenas para Valdomiro com 803 atuações.
Natural de General Câmara no interior do Estado, Bibiano foi trazido para Porto Alegre em 1964 por indicação de um cônsul do Internacional. Na época o técnico era Abílio dos Reis, famoso por conhecer muitos jogadores e saber identificar o talento de cada atleta em apenas um treinamento. Abílio não hesitou e chamou Pontes para integrar o grupo das categorias de base do Inter. Começou nos juvenis e logo já conquistou o título gaúcho da categoria em cima do arqui-rival, quebrando uma invencibilidade de 46 jogos. Em 1965 subiu para o time profissional e em 1968 assumiu a titularidade.
Neste período como titular da defesa do Internacional Pontes conquistou muitos títulos. O mais importante deles sem dúvida nenhuma foi o Campeonato Brasileiro de 1975, que daria início a uma era de soberania do Internacional no Brasil. Também foi heptacampeão gaúcho confirmando a hegemonia de títulos do Inter dentro do estado. Em 1970 chegou a ser convocado para integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México. A lista continha 40 nomes, mas apenas 22 foram pra Copa. Também integravam esta pré-lista os colorados Claudiomiro e Sergio Galocha, mas eles acabaram sendo cortados.
Antes de chegar ao Inter, Bibiano atuou no Interior, onde famosos mesmos eram seus irmãos. Daison era o mais velho e possuía uma ótima técnica, excelente no jogo aéreo, mas se destacou mesmo pela sua virilidade, catimba e violência. João tinha um chute forte não era tão técnico, porém batia tanto quanto seu irmão mais velho. Dentre os três irmãos, Bibiano foi o que mais ganhou notoriedade. No seu tempo de Inter teve como companheiros grandes jogadores como: Tovar, Claudiomiro, Dorinho, entre outros. “Tive uma passagem muito boa pelo que Inter e isto vai ficar marcado para sempre na memória”, afirma Pontes.
A principal característica de Pontes sem dúvida nenhuma era a velocidade e ele mesmo conta uma história curiosa. “O meu poder de recuperação era muito comentado. Inclusive tem uma história que o jogador Tarcísio só veio para o Grêmio porque me ganhou na corrida (risos), em um jogo contra o América-RJ aqui no Beira-Rio”, relembra Pontes.
Depois de 10 anos vestindo a camiseta do Internacional, conquistar o coração dos torcedores, afirmar-se como um dos melhores zagueiros da história do Clube e levantar muitas taças Bibiano teve ainda passagens por Londrina, Caxias e encerrou sua carreira no Criciúma em 1977.
Bibiano Pontes é um dos ex-atletas que seguidamente acompanha a comitiva da vice-presidência de Comunicação Social nas festas consulares em todo estado e também fora do Rio Grande do Sul. Ele conta que participar destes eventos é um orgulho, pois sente-se reconhecido como ídolo do Internacional.


sábado, 13 de abril de 2013

Hora de tomar cuidado!!!!

Dunga é um treinador que adquire minha simpatia pela forma séria de levar seu trabalho no dia-a-dia.

Dificilmente se vê ele fazer discurso para ganhar torcida, ou para vender mídia, ou para simplesmente cumprir protocolo.

Na boa, nós precisamos de um comandante que se impõe naturalmente sobre o grupo de jogadores.

Algo semelhante ao que um amigo meu chileno me falou na comparação de Sampaoli com Borghi na Seleção Chilena.

Eu acredito que Dunga remobilizará o grupo novamente para adquirir a produção do time que foi demonstrada na final da Taça Piratini.

Eu sei que Gauchão não serve como parâmetro, mas em sã consciência, em uma final no estádio do time adversário, que tem boa campanha (até o momento), não se impõe da forma como o Inter se impôs naturalmente.

O que me preocupa para ilustrar no título deste post são as últimas atuações do time.

O primeiro jogo da Copa do Brasil no Acre foi muito ruim. D'alessandro expulso, caindo na provocação do ilustre "Testinha"; Forlán passando vergonha tentando fazer cruzamentos ou dribles e desabando no chão sozinho; lances perigosos para o Rio Branco; nada disso era possível de se imaginar se pensarmos como o time estava jogando no Gauchão. E cá entre nós, TODOS os times do campeonato regional são melhores que o Rio Branco do Acre.

A atuação contra o Veranópolis no "charmoso" Gauchão me deixou um pouco mais preocupado pelo fato de faltar capacidade de reagir. O time só teve chances de empatar no final da partida em um lance com Fabrício e outro com o Juan.

De se preocupar também foram as atuações de Dátolo, Forlán, Aírton e Rafael Moura. De todos, o uruguaio foi o único que o decaiu de produção, inclusive na seleção, onde virou reserva.

Eu li na coluna do Hiltor Mombach, cronista que tenho uma antipatia tremenda, que, de acordo com suas fontes, que o pessoal da alta cúpula do Inter achou "interessante" a derrota de forma a retomar a motivação do time que poderia estar caindo na mesmice.

Apesar de eu não gostar do cronista, acho que faz um certo sentido.

Jogador é jogador em qualquer lugar. E a "Zona de Conforto" se instala num piscar de olhos.

Acredito que Dunga vá novamente retomar a mobilização do time/grupo para levar tudo a sério.

D'alessandro voltará a ser o camisa 10 que não temos desde 1992 quando Marquinhos jogava pelo Inter na Copa do Brasil, onde fomos campeões. Depois dele somente tivemos jogadores que vestiram a camisa 10, mas jamais foram um 10 autêntico.

Damião, quem diria eu falar isso, é a nossa solução para marcar gols. Rafael Moura vai ter de treinar mais para ser um postulante a substituto. Teve dois jogos contra dois times pequenos e nenhum chute a gol.

E o nosso meio de campo terá de recuperar o poder de recuperação de bola, fato característico do time de Dunga. Perdemos isso nos últimos jogos. Temos Ygor (machucado), Willians, Aírton, Josimar (machudado) e Fred para jogar no setor. A postura desses jogadores (cada um em sua qualidade) acrescentava consistência à defesa do Inter.

A qualidade da zaga do Inter tem de se manter. Juan mostrou que sabe liderar o setor e Moledo (machucado) deve ser o companheiro mais apropriado, pois estava jogando muito.
Até acho que esse Alan serve para ser preparado para fazer parte do grupo. E não esqueçamos do Jackson que voltou agora.

Os laterais que é a "corda esticada". Não há suplentes confiáveis. Gabriel e Fabrício começaram muito bem, e começaram a ser marcados de cima. Os caras precisam de um suplente que possa desempenhar uma função regular. Nesse caso apostaria em Claudio Winck novamente, e na esquerda no guri chamado Vilella. Jogou bem quando o time B jogava.

Enfim, é hora de tomar cuidado!

É hora de pensar no que vem pela frente. 2ª fase da Copa do Brasil, contra um time decente e estádio decente (Santa Cruz-PE).

A 1ª rodada do brasileiro jogaremos em Salvador. Se dermos sortem jogaremos na nova Arena Fonte Nova. Depois vamos a Caxias jogar contra o Criciúma. 2ª rodada  e o Bahia na 3ª rodada. Depois vamos para SP jogar contra a Portuguesa no Canindé. Por último teremos Cruzeiro x Inter (que não será no Mineirão por causa da Copa das Confederações), este sim, um verdadeiro teste para o time.

Depois são 10 dias de férias e 10 dias de inter-temporada.

Se formos resumir, teremos 6 jogos importantes, sendo 3 fora. E os jogos do Gauchão.

É hora da retomada das boas atuações que o time teve, onde mostramos que tínhamos time e comando. Isso é o primeiro sinal para galgarmos novos degraus em direção ao topo dos melhores, que desde agosto/2010 estamos longe.

Saudações Coloradas a Todos

Alexandre - ColoradoBH


terça-feira, 9 de abril de 2013

HÁ CEM ANOS: Estádio dos Eucaliptos

Por ColoradaDePOA

O Estádio dos Eucaliptos, a casa do lendário Rolo Compressor da década de 40 e umas das sedes da Copa do Mundo de 1950, foi inaugurado em 1931, com uma vitória do Inter em um GreNal por 3x0. O último jogo realizado nos Eucaliptos foi em 26 de março de 1969, contra o Rio Grande, pelo Campeonato Gaúcho  que terminou em vitória Colorada por 4x1, sendo o último gol oficial da história do estádio marcado por Valdomiro Vaz Franco. Valdomiro já havia marcado na sua estréia pelo Inter. Tesourinha, eterno ídolo Colorado, já com 48 anos, jogou entre cinco e dez minutos essa partida. Após o jogo, o eterno ídolo retira um pedaço da redes de uma das goleiras para levar para casa como recordação do estádio que marcou sua carreira. Com a inauguração do Gigante da Beira Rio em 06 de abril de 1969, a torcida Colorada tem uma nova casa, palco de grandes conquistas, como diz Valdomiro: "Nós temos o orgulho de poder chegar e dizer que temos o único time que é OCTACAMPEÃO, o único time que é TRI CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO, não perdemos NENHUMA partida, nós somos CAMPEÕES DA LIBERTADORES e nós somos CAMPEÕES DO MUNDO". 
Apenas desfrute destas belas imagens, que ficarão apenas de recordação, e ouça a declaração do craque Valdomiro no vídeo abaixo.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Classificação sofrida!!!

  O Inter venceu, mas não convenceu no jogo contra o Rio Branco, no Acre. Não se sabe dizer o porquê do time do Inter ter ido tão mal. O time esteve irreconhecível. As jogadas não aconteciam, os passes saiam errados e os chutes não passavam nem perto da meta adversária.

  Pra piorar, o líder do time, D'Alessandro, não conseguiu resistir ás provocações do meia adversário, Testinha, se envolveu numa confusão e acabou sendo expulso, junto com o rival. Depois da expulsão do D'Alessandro, o time do Inter, que já estava jogando mal, por culpa do peso do favoritismo e da não adaptação ao campo e ao clima, começou a jogar de um jeito ainda mais esquisito. Tão esquisito que, em alguns momentos, o colorado levou pressão dos donos da casa. Algo que, com todo respeito ao Rio Branco, é algo que não se pode aceitar.

  Mesmo com o baixo rendimento e as falhas técnicas, individuais e coletivas, os jogadores do Inter saíram de campo no primeiro tempo achando que a classificação era sim possível ainda no primeiro jogo. O técnico Dunga, como sempre, motivou o time no intervalo. O Inter voltou pro segundo tempo, no mínimo, mais determinado a eliminar o jogo de volta.

  O jogo no segundo tempo se mostrou mais esforçado pelo lado colorado e mais cauteloso pelo lado dos donos da casa. Mas, por mais que a determinação fosse maior, a qualidade de jogo não foi. O início da segunda etapa foi como toda a primeira. O inter errava passes e, com isso, perdia jogadas simples e armava contra-ataques para o Rio Branco.

  Mas aí, mais uma vez brilhou a estrela do técnico Dunga. Um fato que tem acontecido com bastante frequência. O técnico tirou o atacante Rafael Moura, que não tinha sequer entrado em campo praticamente, e colocou Caio. Bom jogador que é, e, assim como o técnico, com uma estrela que lhe ilumina sempre, a grande revelação do Inter nesse ano precisou de apenas um minuto para abrir o placar. Após cobrança de falta de Forlán e desvio de Juan, o jogador só precisou tocar pro fundo da rede. 1x0.

  O técnico realmente sabia quais mudanças tinha que fazer. Além de Caio, que já havia dado outra cara ao jogo do Inter, Dunga colocou Willians e Otavinho no lugar de Josimar e Dátolo. Com o acréscimo desses jogadores, o Inter melhorou ainda mais dentro de campo. Mas a principal alegria de Dunga na noite, realmente, foi a entrada de Caio. Aos 47 minutos, o atacante recebeu a bola na área, driblou o goleiro Douglas e foi derrubado por ele. Pênalti indiscutível. Para bater o pênalti, Forlán, que também não estava em uma noite nada inspirada. Mas na hora de ser decisivo, ele foi. Bola de um lado, goleiro do outro. 2x0. Inter classificado...

  Mesmo com a classificação, o time colorado deixou muito a desejar na partida. D'Alessandro mostrou que, mesmo com as dicas e observações de Dunga, ainda não consegue se controlar quando é provocado. E isso prejudica infinitamente o Inter; Forlán não conseguiu mostrar seu bom futebol, que vinha apresentando este ano; Dátolo não conseguiu se encontrar em campo, foi um dos que mais errou passes e jogadas; Fabrício também não demonstrou nem metade do que sabe jogar; abusou dos cruzamentos, que, na sua maioria, não resultaram em nada.
  As notícias boas, enfim, foram, novamente, a boa partida do Caio, a facilidade com que Otavinho se integra ao time e a classificação antecipada  para a próxima fase.

  O Inter espera agora o vencedor do confronto entre Guarani de Juazeiro x Santa Cruz. O primeiro jogo foi também dia 03/04, com mando de campo do Guarani de Juazeiro. O resultado ficou: Guarani de Juazeiro 1x2 Santa Cruz.



Eduardo Schwarzbold

quinta-feira, 4 de abril de 2013

104 anos!!! Parabéns Inter!!!! Obrigado Inter!!!!

04/04/2013, hoje o Sport Club Internacional completa 104 anos de vida.

Lembro até hoje, quando com 6 anos de idade perguntei ao meu pai, no longínquo ano de 1986, quando decidi que começaria a acompanhar o futebol (antes disso não gostava), para qual time ele torcia, já que a campanha na família por parte de tios e irmão era para torcer para o rival eterno.

Ele disse em tom sério e sereno: "-torço para o Colorado!"

Me adonei de uma camisa de algodão vermelha, que tinha o símbolo do Inter pintado, sem número, e desde então não parei mais. Muito pelo contrário, esse negócio de torcer para o Colorado (como meu pai chamava o Inter) é a mesma coisa que um vício. Largar é quase impossível, e quando a gente pensa que se considera "limpo", ele se aparece para oferecer mais e mais.

O primeiro jogo do Inter que fui no Beira Rio foi em 1986 pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Jogo contra o Criciúma. Vencemos por 2x0, gols de Luiz Fernando Rosa Flores e Robertinho.

Desde que comecei a acompanhar o Inter ferrenhamente já colecionei mais de 40 camisas diferentes. Atualmente tenho quase isso de camisas oficiais (Topper, Reebok e Nike), além da primeira camisa oficial que ganhei em 1987, quando jogávamos a Copa União daquele ano. A camisa era fabricada pela Perusso.

O jogo mais inesquecível que presenciei no Beira Rio foi a final da Libertadores de 2006, contra o São Paulo, 2x2. Saí de dentro do estádio quase 1 hora da manhã.

Fora do Beira Rio o jogo que mais me marcou foi um confronto no Mineirão em 2009, quando vencemos o Atlético Mineiro por 1x0, gol de Giuliano. Eu morava em Belo Horizonte há 06 anos e nunca havia visto o time sair vitorioso daquele estádio (presencialmente), por isso essa partida é tão marcante.

Além do Mineirão vi o Inter jogar no chiqueiro do Olímpico, na Arena do Jacaré em Sete Lagoas/MG, no Maracanã e na Arena Barueri/SP.

Sou sócio do clube desde 2006, antes de começar a nova era vitoriosa.

Pretendo um dia trabalhar no clube.

O maior jogador que vi jogar no Inter foi Fernandão, símbolo da era exitosa que se iniciou ainda em 2005 quando tivemos a "estrela roubada" no Campeonato Brasileiro daquele ano.

D'alessandro hoje é o jogador que está chegando perto no quesito maior jogador que vi jogar com a camisa vermelha. Falta pouco, o gringo tá jogando muito, mesmo com seu temperamento explosivo que o atrapalha às vezes o seu desempenho em campo. Nada que prejudique sua história com o manto sagrado do clube.

Vivi tragédias e vergonhas com o Inter também.

As mais marcantes foram Olímpia em 1989 (insuperável), Juventude em 1999, Boca Juniors em 2005 e Mazembe em 2010.

Mesmo assim, todas esses revezes me fizeram cada vez mais colorado, mesmo na época das "vacas magras" como os anos 80 e 90, onde vivi um verdadeiro inferno morando em Porto Alegre.

Nessa época vivíamos do greNal do Século e do greNal dos 5x2.

Atualmente o Sport Club Internacional é uma potência como instituição.

Atingimos um patamar de respeito de outros times que se mantém intacto. Algo que se estabeleceu em 2006 na manhã de 17 de dezembro, na épica vitória sobre o Barcelona, e nos tornamos legítimos Campeões do Mundo.

Por essas e por outras, pela história já vivida e que ainda hei de viver, posso afirmar com todas as letras:

Orgulho de ser colorado! Orgulho de torcer para o Internacional!

Parabéns Inter!!!

Obrigado Inter!!!

Saudações 104 vezes Coloradas!!!

Alexandre - ColoradoBH


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Copa do Brasil. Primeiro destino: Acre

 

Vai começar a Copa do Brasil, primeira competição nacional que o Inter disputará esse ano, e o primeiro adversário colorado na disputa pelo bicampeonato será o Rio Branco-AC.




  O primeiro jogo será na casa do adversário, no tão distante estado acreano, e o Inter vai com a missão de fazer 2 ou mais gols de diferença, para evitar o jogo de volta. Já no time do Rio Branco, a ideia é, pelo menos, levar a decisão da vaga para o segundo jogo. O presidente do clube disse que, se os jogadores conseguirem segurar o Inter e viajarem para Porto Alegre, irão ganhar uma premiação extra.
  Apesar das motivações extras e do fator adaptação, o time acreano sabe da superioridade colorada para o jogo.

  O time do Inter não disputava a Copa do Brasil desde 2009, quando ficou com o vice-campeonato, perdendo o título para o Corinthians, naqueles jogos polêmicos.
  Agora, de volta á competição, o Inter está sendo apontado como um dos favoritos, ao lado dos times da Libertadores, do Santos e do Cruzeiro. Os jogadores prometem brigar forte para trazer o caneco pra Porto Alegre novamente e acabar com o jejum de títulos nacionais, que dura desde 1992.

  Detalhes da partida:

Escalações-

Rio Branco: Douglas; Ley, Marquinhos Costa, Pé de Ferro, Ananías; Ismael, Araújo Goiano, Neném, Testinha; Araújo e Juliano César.

Inter: Muriel; Gabriel, Romário, Juan, Fabrício; Aírton, Josimar, Dátolo e D'Alessandro; Forlán e Rfael Moura.

Arbitragem-

O árbitro é Fledes Rodrigues Santos. Os assistentes são Marcia Bezerra Lopes Caetano e Valdebranio da Silva.

Local, data e horário-

Arena da Floresta (Acre), dia 03/04, ás 21h50.


  Agora é só acompanhar e torcer para o nosso Inter no Acre. Começou mais uma copa do Brasil.
  E VAMO VAMO INTER!!!


 Fotos: UFC grenal ; Blog Voudekombi



Eduardo Schwarzbold