quinta-feira, 28 de março de 2013

A entrevista de Fernando Carvalho

Hoje no portal da ZH foi publicado uma entrevista com Fernando Carvalho, que há muito tempo andava silencioso a respeito do Internacional.

Não sou daqueles que considera Carvalho um Deus no templo colorado.

Ele foi sim o melhor presidente da história do nosso clube por vários motivos, além das conquistas óbvio.

Carvalho soube identificar as reais necessidades do Inter para cada departamento, além do futebol. Soube delegar, mesmo que seu início de gestão tenha sido cambaleante.

Com certeza, quando Presidente, foi muito bem assessorado.

Na entrevista de hoje o futebolista Fernando Carvalho, e não mais o Presidente, mostra que ainda entende muito de futebol, e do Internacional (minha modesta opinião).

Em sua entrevista elogia o trabalho de Dunga, mas faz a mesma ressalva que todos apontam: o time ainda não teve um teste forte. Ao mesmo tempo afirma que o placar do primeiro greNal foi injusto, o Inter merecia um placar mais dilatado.

Fala também de D'alessandro. O gringo precisa se sentir responsável pelo time, mas acima disso, precisa acreditar no time. O que me faz pensar e quase concluir a sua baixa produção no ano passado. D'ale, muito provavelmente, não acreditava no trabalho de Fernandão como técnico, ou até mesmo de Dorival Júnior. Só isso explica sua baixíssima produção em 2012.

Foi Carvalho quem trouxe o argentino para o Inter, e conviveu por dois anos e meio com ele no time. Fala com propriedade quando analisa o jogador.

Outro ponto interessante que FC faz um chamamento é a respeito das competições do time no 2º semestre: vai chegar um momento que o time vai precisar priorizar uma competição, Copa do Brasil (ou Copa Sulamericana) ou Brasileirão.

Carvalho sempre enfatizou que o time precisa focar uma competição para então se sagrar exitoso. Foi assim em 2006, em 2008 e 2010.

Em 2009 por exemplo, o Inter em 20 dias decidiu a Recopa e a Copa do Brasil. No início daquele ano o clube queria vencer tudo e gastou energias pra isso. Mas sem foco, acabou perdendo as duas competições.
Quem sabe se a Recopa fosse mais adiante e não concomitante a competição nacional a história poderia ter sido outra. Mas isso fica na conjectura.

Esse ano o Inter estréia na Copa do Brasil dia 03/04 e tem jogo de volta marcado, se necessário, dia 17/04.

Passando de fase, volta a jogar no dia 01 ou 08/05, suponho que contra o Santa Cruz-PE. O jogo da volta seria 15 ou 22/05. O Campeonato Brasileiro não terá começado.

Novamente se passar de fase, volta a jogar dia 03 ou 10/07, contra Avaí ou América/MG (palpite meu após ver a tabela). Os jogos da volta seriam 17 ou 24/07.

Aqui um detalhe, o Internacional decidiria se continuaria na Copa do Brasil ou se disputaria a Sulamericana. Nesse último caso teria de ser eliminado.

Em caso de Copa do Brasil, nas oitavas de final os confrontos serão definidos através de sorteio, e os jogos serão 21 e 28/08. O 1º turno do Brasileirão já estará quase finalizando. Então vem um período só de Brasileirão.

Se avançar para a quartas, os jogos serão em 23/10 e 30/10. Será momento de saber se o Inter estará bem no Brasileirão a ponto de continuar disputando algo.

As semi e finais serão em novembro, bem no momento que o Brasileirão começa a se decidir. Hoje, o Internacional não tem elenco para levar adiante as duas competições em alto nível. A não ser que o time titular não sofra absolutamente nada, nem lesões, nem suspensões, nem convocações, nem saídas, nem cansaço. Nada! Ou tenhamos mais reforços de qualidade para o grupo/time. Aí sim, poderemos ficar sossegados que lutaremos por tudo. Será que é possível pensar assim? É nesse ponto que FC afirma que chega uma hora que precisa-se priorizar uma competição.

Analisando o exposto acima, concordo com o ex-Presidente do Inter.

O último ponto que acho que merece destaque da entrevista de Fernando Carvalho é a "espanhonalização" do futebol brasileiro.

FC afirma que o Corinthians tem tudo para se tornar o Barcelona do Brasil, pela grana que recebe, pela perspectiva de receita com a abertura do novo estádio com plano de sócios, patrocínio com cifras muito maiores que a do Internacional e com organização, algo que nem sempre foi presente no clube paulista. Se tudo isso acontecer junto, o time da periferia de São Paulo se torna um clube muito poderoso no Brasil.

A segunda força (Real Madrid), teoricamente, seria o Flamengo, pois recebe tanto dinheiro quanto o clube paulista. Mas organização é algo que passa muito longe do time da Gávea.

O Internacional tem receita de quase metade desses dois times. Teria que se desdobrar muito para competir de igual para igual em competições de longa duração, como o Brasileirão por exemplo. Nesse ponto o fim do Clube dos Treze não foi bom para nós. Essa é a conclusão de Carvalho, o que me leva a concordar pelo simples fato de o futebol necessitar de financiamento forte e como acontece na Espanha, onde Real Madrid e Barcelona recebem o dobro da 3ª força do país, não vemos um campeão diferente dos dois principais há muito tempo. O último foi o Valência em 2004.

Enfim, achei interessante esses pontos levantados pelo ex-Presidente, vale a pena a reflexão. Precisamos pegar junto com o time, para que consigamos os êxitos como nos últimos anos, onde vencíamos na base da superação e a torcida pegando junto, aliado a qualidade do time.

É a receita para o sucesso sempre.

Saudações Coloradas

Alexandre - ColoradoBH

Um comentário:

  1. O Inter precisa de nós, colorados, para poder se manter competitivo. Cada vez mais. Precisamos de mais sócios, mais apoio. Só assim poderemos continuar lutando por títulos, sem ser apenas coadjuvantes! Luciana Michel

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