segunda-feira, 25 de março de 2013

Recordes

Na última 4ª feira, no jogo contra o São Luiz, o Internacional conseguiu um feito inédito desde 2010 quando Celso Roth era o técnico do Inter pela 3ª vez, com 5 vitórias consecutivas.

Agora no último domingo, contra o Santa Cruz, o time de Dunga conseguiu alcançar a marca do Inter de Jorge Fossati, que obteve 6 vitórias seguidos, no mesmo ano (2010).

Achei interessante relembrar essa época um pouco, que parece já um pouquinho distante.

A sequencia de vitórias seguidas de Jorge Fossati foi durante o Gauchão de 2010, na antiga Taça Fernando Carvalho.

O time era uma caricatura do que viria a ser Bicampeão da América meses depois.

Recém haviam chegado 2 laterais direitos: Nei e Bruno Silva; o time jogava com 3 zagueiros (Bolívar, Índio e Fabiano Eller, às vezes Sorondo), Sandro era uma afirmação, D'alessandro não jogava porque no primeiro jogo literalmente quebrou a cara, levando uma joelhada no rosto do jogador do Juventude. O ataque era Edu e Alecsandro e o goleiro ainda era o Lauro.

Nessa mesma época chegou uma das maiores lendas recentes do Internacional. O "Deus" Fernando Carvalho vai à mídia e fala que está fechando uma contratação Espetacular. O jogador? Wilson Mathias!!! (aonde ele viu espetáculo nesse cara?).

Depois dessas 6 vitórias no Campeonato Gaúcho, onde Fossati comandava a equipe, o Internacional foi derrotado, com o time reserva, no Beira Rio pelo Novo Hamburgo no último minuto. Essa partida aconteceu 2 dias antes da estréia do Inter na Libertadores daquele ano contra o Emelec e a FGF não quis alterar a data do jogo. Mas isso não é desculpa.

No jogo seguinte, a primeira mudança de time titular: sai Lauro, entra Abbondanzieri.

O time continuava com seguidas alterações na zaga e não definia o lateral direito titular.

E de uma hora para outra começou a titubear e Fossati começou a perder o comando da equipe. Só a Libertadores motivava, no 2º turno (Taça Fábio Koff) o Internacional venceu de forma dramática o Pelotas na final, que havia eliminado os da Azenha.

O time perdeu a final do Gauchão, naquele que foi o último titulo deles.

Fossati seguiu no início do Brasileirão, mas totalmente cambaleante, perdendo muitas partidas em casa, e escalando a equipe reserva em muitos jogos. Mas, na Libertadores conseguiu ir para a semifinal, no épico jogo contra o Estudiantes de Verón, em Quilmes.

Verdade seja dita que o time não jogou nada nesse jogo. E somente ameaçou o Estudiantes no 2º tempo, culminando com o gol no finalzinho do jogo. O gol da fumaça de Giuliano. Isso todos lembram.

No jogo seguinte de Fossati, no Brasileirão, contra o Vasco no Rio, o Inter sai vencendo por 2x0 e consegue perder tomando 3 gols no segundo tempo para o time do então treinador deles, Celso Roth. O Vasco era um time muito fraco.

Fossati foi demitido. O Brasileirão e a Libertadores deram uma parada para a Copa do Mundo. E o Inter ficou sem técnico.

Dias depois a diretoria do Inter surpreende e anuncia Celso Roth como novo técnico.

Passa a Copa do Mundo, volta o Brasileirão e o Inter volta diferente.

Tinga foi recontratado junto com Renan e Sóbis.

Roth escala o time no 4-2-3-1, com Índio e Bolívar na zaga, Nei e Kléber nas laterais, Sandro, Guina, Tinga, D'ale e Taison no meio e Alecsandro isolado no ataque.

Abbodanzieri iniciou essa nova era como goleiro e o Inter faz uma nova senda de vitórias (5) consecutivas, somando Brasileirão e Libertadores (apenas 1 contra o São Paulo). Nesse último jogo Renan foi alçado à titularidade, sem que fosse explicado o porque da saída do goleiro argentino (que havia falhado na última partida pelo Brasileirão).

A diferença dos times de Fossati e Roth em 2010, além do esquema, era a postura em campo.

Com Roth parecia um time mais determinado em campo, sem empolgar, típico dos times desse treinador, no qual não simpatizo muito. Além do acréscimo de qualidade do Tinga e retomada do futebol de Taison, que com o treinador anterior havia literalmente sumido (chegou inclusive a se cogitar ir para o Palmeiras).

Com Fossati, o time era bastante defensivo, às vezes meio perdido, dependendo sempre de um lampejo individual de um dos jogadores. Às vezes D'alessandro, às vezes Giuliano, às vezes Andrezinho, e na base da superação vencia.

Foi uma época interessante, mesmo com o final de 2010 melancólico no Mundial de Abu Dhabi.

No 2 anos seguintes o Internacional mal conseguiu enfileirar 3 vitórias seguidas. Falcão ainda conseguiu em 2011 no Brasileirão. Mas apenas uma vez em 2 anos seguidos é pouco para um time como o Internacional.

Restou a Dunga retomar essas marcas. Que não são significativas para fins de títulos maiores, mas mostra qualidade para um primeiro momento, recuperando o time da "fraqueza" dos anos de 2011 e 2012.

Espero que mais vitórias venham e mais recordes possam ser quebrados.

Não podemos ficar mais 3 anos alimentando pequenos jejuns, como nesses últimos 2 anos.

Saudações Coloradas a todos!!!

Alexandre - @ColoradoBH




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