segunda-feira, 18 de março de 2013

Recomeço vitorioso: Canoas 1x3 Inter

  Uma boa estréia, uma festa em comemoração dos 200 jogos de D'Alessandro e, de quebra, uma vitória. Assim começou o segundo turno do gauchão para o Inter. O colorado venceu o Canoas por 3x1 e largou na liderança do grupo B da Taça Farroupilha.

  O jogo começou com o Inter pressionando o Canoas, em busca do primeiro gol. Depois de algumas tentativas, que pararam em Anderson, como o chute de D'Alessandro, que tentou acertar o ângulo e foi impedido por uma defesa sensacional do goleiro e o chute de Forlán, de primeira, que também parou no defensor, o Inter abriu o placar com Josimar, aos 25 minutos. Depois de uma boa tabela entre D'Ale, Damião e Josimar, o volante apareceu na cara de Anderson e não desperdiçou. Inter 1x0

  A partir daí, o jogo ficou mais lento, com o Inter se valendo da vantagem, para levar o jogo para o segundo tempo e o Canoas tentando pelo menos o gol de empate. Gol que saiu aos 41 minutos. Com o time do Inter relaxado em campo, o Canoas partiu em um contra-ataque. A bola chegou em Fábio Santos, que limpou e bateu no ângulo de Muriel, que tentou, mas não alcançou a bola. 1x1
 O primeiro tempo seguiu empatado até o fim, com as duas equipes fazendo passes até o apito do juiz.

  No segundo tempo, o Inter voltou mais determinado a vencer. Logo aos cinco minutos, Vitor Jr. pegou a bola no campo de defesa e arrancou muito rapidamente até a área do Canoas. Depois de se livrar dos zagueiros, o jogador chutou forte, mas, novamente, o goleiro Anderson salvou a equipe da casa.
  O jogo seguiu com o Inter pressionando, mas sem conseguir a conclusão a gol. Até que, aos 17 minutos, Forlán sofreu uma falta na frente da área do Canoas. Ele e D'Alessandro estavam posicionados para a cobrança e, após receber uma instrução do argentino, o atacante bateu a falta com muita categoria no canto  esquerdo do goleiro Anderson. Golaço. 2x1 para o Inter.

  Depois do segundo gol, o Inter seguiu com a posse de bola. O time do Canoas tentava alguns ataques, mas sem sucesso. E, para fechar o placar e acabar de vez com as esperanças dos donos da casa, Damião, que estava apagado desde o início da partida, recebeu um passe dentro da área, aguentou a marcação do zagueiro adversário, girou e mandou um chutaço em direção ao gol, sem chances para o goleiro. 3x1.

  D'Ale ainda perdeu um gol. Depois de receber um passe na pequena área, o argentino limpou a bateu com força. A bola subiu um pouco e acertou o travessão. Na volta, Otávio chutou e acertou a trave novamente. Depois disso, nada mais foi feito no campo e o jogo terminou 3x1 para a equipe colorada.
  Mesmo com o gol desperdiçado, D'Alessandro saiu de campo pela 200ª vez com a camisa do Inter com mais uma boa atuação e três pontos garantidos.

  Com a vitória, o Inter começa o returno já na liderança do seu grupo, com três pontos. Na próxima rodada, enfrenta o São Luiz, adversário da final da Taça Piratini, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. O jogo acontece dia 21, quinta, as 17:00.




Eduardo Schwarzbold

domingo, 17 de março de 2013

Pré-Jogo Canoas x Inter

  Vai começar o returno do gauchão, a Taça Farroupilha! E na estréia, o Inter enfrenta a equipe do Canoas, fora de casa, no Complexo Esportivo da Ulbra.

  Como venceu o primeiro turno, o Inter vem motivado para a estréia, já que, se vencer o segundo turno, se torna automaticamente o campeão do Campeonato Gaúcho. E, com essa motivação, que o Inter vem pra campo para buscar a vitória. E vem com a seguinte formação:

  Muriel; Gabriel e Moledo (Alan); Juan e Fabrício; Ygor, Josimar, Vitor Jr. e D'Alessandro; Forlán e Damião.

  Os destaques ficam para a entrada de Vitor Jr. que entra no lugar de Fred, suspenso e para a possível entrada de Alan no lugar de Moledo, que ainda está sob observação e pode não começar jogando contra o Canoas.

  Detalhes da partida:

  Primeira rodada do returno do Gauchão: Taça Farroupilha

Local: Complexo Desportivo da Ulbra.

Horário: 16 horas.

Árbitro: Roger Goulart.

Transmissão: a RBS TV transmite o jogo.



Eduardo Schwarzbold

@Eduardo_S93

sexta-feira, 15 de março de 2013

A última vez que vi assim...

O título é uma menção ao jogo do último domingo, quando o Internacional venceu o São Luiz por 5x0 fora de casa.

Por mais que o Gauchão não seja parâmetro, pelo abismo enorme de qualidade entre os times da dupla greNal e os time do interior, fazia muito tempo que não via o Inter jogar de forma muito organizada e eficaz.

O toque de bola, o domínio do meio de campo, as roubadas de bola, a recomposição da zaga, o apoio dos laterais, tudo isso foi possível verificar na prática neste último jogo.

Mais uma vez afirmo, Gauchão não é parâmetro, mas serve como preparação de time.

A última vez que vi assim foi em 2009.

O Inter tinha realmente um time muito bom e muito organizado em campo.

O Internacional de Tite e do Centenário, onde em uma final de campeonatio conseguiu, mais uma vez, meter 8x1 no adversário, sendo que 7x0 foi no primeiro tempo.

O Inter passou a ser considerado o melhor time do Brasil por causa deste jogos e de alguns que vieram na sequencia contra Guarani e Náutico (que também não são lá grandes times de parâmetro).

Mas para se ter uma noção, vale a pena uma comparação dos dois times, 2013 x 2009, para saber de que maneira estamos servidos de jogadores e de time.

Goleiro: Lauro x Muriel

Lauro vivia sua melhor fase em 2009. Muriel nem no Inter jogava.
Lauro foi titular o ano inteiro de 2009 e falhou em apenas 02 jogos (contra o Barueri e Corinthians no Brasileirão).

Muriel é titular do Inter desde 2011, herdando de Renan a posição, porque este andava falhando muito.
Hoje Muriel é quase imune no Inter. Não tem reserva a altura.

Lateral Direito: Gabriel x Bolívar

Bolívar foi jogar na lateral direita porque havia excesso de zagueiros em 2008 na Sulamericana e escassez de laterais. Não comprometeu, mas não tinha força no apoio.

Gabriel chegou agora depois de um ano inteiro jogado às traças no rival. Quer provar que ainda rende.
Tem reserva que ninguém sabe se pode agregar ao time (Hélder).
Gabriel está bem, mas ainda precisa provar que é regular.

Zagueiro: Índio x Moledo

Índio viveu sua melhor fase no Inter em 2009.
Virou homem greNal. Entrou para história como um dos melhores zagueiros da história clube por causa das atuações deste ano.
Moledo está se afirmando no Inter em 2013. Consegue manter uma regularidade boa no time.
Como ainda é jovem, pode mostrar muito boa regularidade, mas para isso precisa jogar com simplicidade.

Zagueiro: Álvaro x Juan

Álvaro jogou pouco no Inter.
Os bastidores do clube falam que era muito encrenqueiro no vestiário em busca de "liderança".
Em campo não foi uma sumidade, falhou muito em alguns jogos perdendo a titularidade da final da Copa do Brasil.
Juan chegou em 2012 e só passava no departamento médico.
Ainda está mostrando se tem valor real ao Inter.

Lateral Esquerdo: Kléber x Fabrício

Kléber em 2009 não era chicletinho. Apoiava com qualidade e seus cruzamentos eram mortais.
Fabrício está no Inter desde 2011 e somente agora consegue mostrar um pouco de qualidade.
Ainda tem que provar seu valor ao time.

Volante: Sandro x Ygor

Sandro era a grande revelação do Inter para 2009.
Foi muito bem no Inter esse ano, apesar de na final da Copa do Brasil falhar em um dos gols, pois saía muito bem com a bola, mas se "achou" nessa fase.
Ygor chegou ano passado sendo a melhor contratação do 2º semestre de 2012.
Como é jovem, ainda tem a provar sua importância/valor ao Inter.
Por enquanto vai bem.

Volante: Magrão x Josimar

Magrão era o cara "maldoso" do time de 2009.
Não levava desaforo pra casa, e em campo compôs muito bem a companhia com Guiñazu.
Josimar jogou domingo o seu primeiro bom jogo pelo Inter.
Não creio que se manterá na titularidade do time.

Armador: Guiñazu x Fred

Guina não era um armador. Era o 3º volante.
Teve seu melhor ano no Inter em 2009. Fez gol na final do Gauchão daquele ano.
Fred é hoje a principal revelação do clube.
Ainda se adapta ao time de Dunga para saber seu melhor lugar no time (volante ou armador).
Às vezes se mostra afoito, mas tem qualidade.

Armador: D'alessandro x D'alessandro

Em 2009 jogava muito bem e era grande protagonista do time junto com Nilmar e Taison.
Hoje D'alessandro é mais cerebral. 10 legítimo.
Em 2009 entrou em muita confusão.
Hoje se mostra mais líder do grupo.

Atacante: Taison x Forlán

Taison viveu sua melhor fase em 2009.
Fazia gol de tudo quanto é jeito no 1º semestre daquele ano.
Caiu de produção no  2º semestre.
Forlán estreou no Inter em 2013, ainda que tenha sido contratado em 2012.
Às vezes se mostra dispersivo em campo.
Tem mostrado qualidade, agora falta mostrar regularidade.

Atacante: Nilmar x Damião

Nilmar, para mim, foi o melhor atacante que passou pelo Internacional nos últimos quase 20 anos.
Em 2009 fez muitos golaços, e gols importantes também.
Mas sempre forçava para ir embora para a Europa.
Damião jogou muito em 2011, mais ou menos em 2012, e pouco em 2013.
Quem sabe com os gols do último domingo, tenha retomado a boa fase.
Tem estilo totalmente diferente de Nilmar.
É o legítimo matador.


A comparação acima não é para concorrência, mas sim uma curiosidade.

Em 2009 foi a última vez que vi o Inter jogar de forma muito organizada em campo, e demonstrou isso através de resultados.

Em 2013 o Inter é uma aposta com Dunga treinando pela primeira vez um clube.
Parece estar dando certo. O tempo dirá.

Mas sempre lembrando que Gauchão não é parâmetro, mas serve como preparação para competições mais importantes.

Saudações Coloradas

Alexandre - ColoradoBH




quinta-feira, 14 de março de 2013

COLUNA: Há 100 Anos





Estádio dos Eucaliptos


Por: Mart@ Loss
@ColoradaDePOA


No ano de 1928, o Asilo da Providência (dono da Chácara dos Eucaliptos) resolveu vender o terreno onde o clube mandava suas partidas, dando preferência ao Inter, embora o preço fosse alto. Mas o Inter não se interessou pelo terreno e, sem sede, esteve próximo de fechar.
Até que o engenheiro Ildo Meneghetti iniciou uma campanha de arrecadação de dinheiro para comprar um terreno no bairro Menino Deus. Depois de 20 anos utilizando campos alheios, o Colorado finalmente adquiria uma propriedade. O Estádio dos Eucaliptos, com suas arquibancadas de madeira que abrigavam aproximadamente 10 mil pessoas. No dia 15 de março de 1931, o Inter inaugurava o "majestoso" Estadio dos Eucaliptos. Na inauguração o Inter venceu o Grêmio por 3 a 0. O Estádio dos Eucaliptos é o único do
Rio Grande do Sul a sediar jogos da Copa do Mundo. Em 1950 duas partidas foram realizadas: México x Iugoslávia e México x Suíça. Esta seria a casa colorada até o aparecimento do Beira-Rio, em 1969.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Inter Retrô!!!!!

Hola Nação Colorada

Como primeira postagem aqui no blog quero antes agradecer à organização/direção pelo convite para escrever no espaço.

A sugestão foi para sempre escrever sobre jogadores históricos do Inter, como também dar sempre pitacos sobre o time atual, administração do clube, fatos relevantes do nosso clube.

A única coisa que me nego a escrever é sobre política.

Mas vamos lá ao nosso primeiro assunto. No último domingo no jogo Inter 2x0 Esportivo, tivemos um "duelo" entre Dunga e Winck.

Devido a este confronto fora das quatro linhas, resolvi relatar nesse primeiro post aquela que eu considero a Minha Seleção Colorada, daqueles que eu vi jogar com a camisa vermelha, desde que comecei a acompanhar o Internacional em 1986.

A lista abaixo se refere aos jogadores de várias décadas, por posição, com um pequeno descritivo de quando jogaram.


Goleiro: Taffarel

Taffarel não ganhou nada pelo Inter. Tomou frango em GreNal, falhou em jogos importantes, como contra o Olímpia em 1989, no 1º gol. Mas ele tinha uma segurança debaixo das traves que deixava a torcida tranquila. Defesas simples, boa saída do gol, sempre bem colocado, sem necessidade de mídia, ou de se aparecer. Este para mim, foi o melhor goleiro que vi jogar com a camisa 1 do Inter.

Lateral Direito: Luis Carlos Winck

Winck, que no início era apenas Luis Carlos, ficou muito marcado no Inter por não conseguir parar a “sua” bruxa, Jorge Veras. Mas inegavelmente era um lateral completo, sabia atacar e defender com segurança. Quebrou a perna na Libertadores de 1989, contra o Peñarol no Uruguay, e antes disso, jogou o GreNal do século com o braço engessado. Saiu do Inter para o Vasco, sem querer ir, mas o clube precisava de grana. Depois do Winck, só o Ceará chegou perto de jogar com a mesma regularidade que ele. Mas o Winck jogou em times medíocres que o Inter montava, exceção 1988, o Ceará pegou o Inter com um bom conjunto/plantel. Assim fica mais fácil.

Zagueiro: Índio

O que dizer de um jogador que mesmo com a fama de baladeiro, mulherengo, ainda assim consegue se mostrar eficiente em campo? Índio dó jogou mal, quando todo o time jogou mal. Foi ridicularizado pelo presidente do Grêmio (Odone) muitas vezes, até na contratação, onde disse que “Ínidio é reforço para lotar aeroporto?”. E o zagueirão sempre deu a resposta. Gols e mais gols em GreNais. Atuações convincentes e seguras. E sem falar no nariz quebrado no título Mundial. Foi dele o início da jogada que surgiu o gol mais importante da história do Inter. Mas escolho Índio pelo seu futebol. O Interrrrrrrrrminável.

Zagueiro: Gamarra

O paraguaio era uma pessoa de apenas um olho, numa terra de cegos. Gamarra ganhou apenas 01 gauchão pelo Inter, mas ficou marcado pelas atuações regulares em campo. Desarmes perfeitos, gols raros, mas importantes para o momento de uma partida (lembro de dois: Juventude no Gauchão de 1996 e Flamengo na Copa do Brasil do mesmo ano). A Regularidade e dedicação faz com que Gamarra companha a zaga com Índio na minha Seleção Colorada.

Lateral Esquerdo: Kleber

Pois é gente!!! O chicletinho definitivamente está anos luz a frente de todos os laterais esquerdos que vi jogar no Beira Rio. Muitos foram esforçados, mas ninguém foi efetivo, a ponto de contribuir para uma vitória ou um título. Com a camisa 6 do Inter eu vi jogar Cleomir, Luciano, Gustavo, Dênis, Cássio, Chiquinho, Edu Silva, Casemiro e Branco. Se tem outro, é porque nem o nome me chamou a atenção. Então o chicletinho faz parte da minha seleção, por ter sido o melhor lateral esquerdo que vi jogar na posição. Os improvisados em não conto (Jorge Wagner e Alex).

Volante: Fernando

O 1º volante para mim tem que ser um jogador “pedreiro”, que não tenha muita frescura, e saiba intimidar o marcador, ou desarmar com muita frequência  O Ygor está no caminho, mas não para comparar ainda. Fernando jogou entre 1996 e 1997 no Inter, e se destacava junto com Gamarra como um dos poucos jogadores com atuações regulares, em momentos difíceis do clube, onde o rival ganhava tudo (quer dizer, quase tudo). Se não me engano o Fernando foi o jogador mais longevo do Brasileirão, jogou até os 41, terminando a carreira num time pequeno de São Paulo, que não me lembro agora.

2º volante: Guiñazu

El Cholo faz parte da história do Inter para mim por ser um jogador que se entrega em todos os jogos. Uma vez eu ouvi na TV o Arnaldo Cezar Coelho dizendo que não convida o Guiñazu para jogo de “Casados x Solteiros”. Como eu gosto de futebol força, aliado a arte individual em pró do clube, então Guina vai fazer parte da minha Seleção, ainda que teime em não chutar em gol, ou jogar muita bola para trás. Mas os seus desarmes, entrega em campo, garra, contamina quem tá ao redor.

Armador: Luis Fernando Flores

Luis Fernando era o camisa 8 do Inter na Libertadores de 1989. Foi dele o gol de bicicleta contra o Olímpia em Assunción. Era um jogador regular e que sempre se apresentava no ataque, com personalidade. Jogou no Inter de 1986 a 1989. Tinha o estilo de jogo que agradava todos os treinadores. Fez um gol também no jogo da volta contra o Olímpia, mas não foi suficiente. Depois rodou por Bahia e Cruzeiro, mas ficou marcado como grande jogador para a armação que vi jogar.

Armador: D'alessandro

Indiscutivelmente Craque. Não vi nenhum camisa 10 chegar perto do que D'alessandro joga com a camisa do Inter. Em 2006 no mundial não tínhamos um camisa 10 nato. Iarley era atacante jogando com a 10. D'alessandro é armador clássico. Sabe tocar o ritmo do time. Toca bola e sabe armar um jogo como poucos. Seu pecado é chutar muitas vezes de forma fraca. Mas o gringo vai sempre pra cima. Sabe fazer o time jogar e sabe segurar a bola quando precisa de uma catimba. Em 2012 ano eu vi ele acabar com o jogo 2 vezes, contra o Once Caldas (1×0) e contra o Vasco no RJ (2×1). Ainda quero ver ele levantando uma taça de Mundial pelo Inter. Em 2013 voltou a ser um jogador regular, pensante e comandante do meio-campo colorado. Como tem contrato até 2015, ainda é possível. Outra coisa que me cativa em D'alessandro é a sua necessidade de ter o torcedor junto com o time. Ele sempre vai para a torcida, seja para festejar, seja para retrucar. Ele tem sangue latino, fervente, e isso faz com que a torcida jogue junto com o time muitas vezes. Definitivamente para mim D'alessandro é 10.

Atacante: Nilmar

Nilmar é um mercenário. Joga para quem pagar mais. Isso se provou na negociação frustrada em 2012 na 2ª tentativa de repatriamento. Mas isso não tira a capacidade de resolver um lance de ataque em segundos, como ele sabe fazer. Nilmar fez gols muito importantes pelo Inter, mas era muito efetivo no ataque, pois não se escondia do jogo. Nos últimos tempos o Inter teve bons atacantes, mas para mim o Nilmar se destaca pela qualidade.

Atacante: Fernandão

Fernandão foi o grande responsável por mudar o espírito de jogo ou a forma de encarar um jogo pelo Internacional. Em campo ele foi um verdadeiro líder. Em 2005 e 2006 ninguém jogou mais que ele. Fernandão consagrou Sóbis, tornou seu cabeceio uma jogada mortal quando tinha o Chiquinho em boa fase em 2004, assimilou a rivalidade GreNal, fazendo o gol 1000 e 1001 em clássicos, e ainda fez mais. Na Libertadores de 2006 foi um verdadeiro capitão, um verdadeiro comandante em campo. E no Mundial, no marcante jogo contra o Barcelona, jogou marcando, sim, marcando a saída de bola do time espanhol, onde ele percebeu que se parasse a jogada num jogador específico (Tiago Motta), o time do Barcelona teria que buscar alternativas que não eram das mais eficientes. Por isso Fernandão foi coadjuvante no jogo. Mas ainda assim teve luz, pois saiu para a entrada de quem fez o gol do título. Outro fato que me marcou a respeito da qualidade de Fernandão como atacante foi no grande jogo de 8×1 contra o Juventude na final do Gauchão de 2008. No 1º jogo, perdemos por culpa dele, que perdeu uma bola de forma bisonha querendo que o tempo passasse. No jogo da volta fez “só” 3 gols e deu a volta por cima. Ou seja, as coisas com ele se resolviam dentro de campo. E sempre se resolviam. O Inter precisava dele, enquanto ele era jogador.

Minha Seleção acaba aqui, mas poderia ter um banco de suplentes com: André, Aguirregaray, Élson, Maurício, Edu Lima, Tinga, Sóbis, Damião e Fabiano.

Enfim, se cometi alguma injustiça, confesso que esta minha eleição teve um “quê” de preferência também, mas sempre lembrando que o jogador tem que fazer história pelo time, e não simplesmente vestir a camisa por pouco tempo, e em parte dele ficar no ostracismo.

Esse Inter que escalei aqui, seria competitivo sempre, mesmo com o chicletinho.

E para treinador eu escolho Abel Braga, por tudo que representou para o Inter enquanto esteve no clube, desde 1988/1989, como depois em 1991, 1995, 2006/2007 e depois 2007/2008.

Como curiosidade, Abel só não treinou D'alessandro e Kleber. Os demais todos se destacaram com ele.

Vamos ver agora com nosso Dunga, se consegue se manter no comando do time pelo mesmo tempo que ficou na Seleção (4 anos), o que seria um recorde.

Basta que sempre coloque o Inter em campo de forma competitiva.

Tenho certeza que estaremos sempre incomodando os times de modinhas da mídia.

Saudações Coloradas a todos!!!!


Alexandre Sampaio - ColoradoBH

terça-feira, 5 de março de 2013

COLUNA: Há 100 Anos






Primeiras partidas
Por: Mart@ Loss
@ColoradaDePOA
O Internacional realizou seus primeiros treinamentos já no primeiro mês de fundação, em abril de 1909, num terreno da Rua Arlindo, na Ilhota. Mas o time nem chegou a jogar ali, ficando no local apenas um ano. As inundações freqüentes fizeram com que fosse logo abandonado o campo da Ilhota. Atualmente neste local fica a Praça Sport Club Internacional no bairro Azenha.

Para marcar definitivamente a rivalidade entre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul, os dirigentes do clube convidaram o Grêmio (já com seis anos de experiência) para disputar o primeiro clássico Grenal da história. No dia 18 de julho do mesmo ano, o Internacional realizou sua primeira partida, no estádio do Grêmio (Baixada), situado no Bairro Moinhos de Vento. O resultado não poderia ser pior para o Inter, que com apenas três meses de fundação, perdeu por 10 x 0 para o Grêmio.

No dia 7 de setembro de 1909, com cinco meses de vida, o Internacional obteve seu primeiro empate contra uma equipe considerada de primeira linha na época: 0 a 0 contra o Militar Football Club, que no ano seguinte seria o campeão citadino. Mas a primeira vitória viria ainda neste ano, no dia 12 de outubro contra o mesmo Militar, por 2 a 1. Esta foi a primeira de muitas vitórias do clube.

Em 1910, o clube foi transferido para um campo da Várzea, Parque da Redenção, local que hoje ficaria entre o Hospital de Pronto Socorro e o Colégio Militar. O lugar possuía até um elegante pavilhão para mil pessoas. Em 1911, o lateral-direito Benjamin Vinholes marcou o primeiro gol colorado contra o Grêmio, no 10 a 1 para o tricolor Gaúcho.

Expulso da Várzea, o Inter foi procurar um outro campo e, em 1912, o novo presidente do clube (Julio Seelig) conseguiu alugar um campo em uma alameda próxima ao início da Rua José de Alencar, a Chácara dos Eucaliptos. Em 1928, o dono da Chácara resolve colocá-la a venda e dá prioridade ao Inter, que não possuía o dinheiro para realizar a compra. No ano seguinte o presidente recém eleito, Ildo Meneghetti, encontra um terreno disponível na Rua Silveiro, Bairro Menino Deus - que ainda hoje tem o mesmo nome e abriga quadras de futebol para aluguel - e o compra. Naquele local foi erguido o primeiro estádio, conhecido como Estádio dos Eucaliptos. O estádio, inaugurado em março de 1931, possuía gramado de futebol, instalações sociais, ginástica e outros esportes.



segunda-feira, 4 de março de 2013

Show de Forlán e vaga na final

  O Inter está classificado para a final da Taça Piratini. Com um show do atacante Forlán, o Inter venceu o Esportivo por 2x0 e decide o primeiro turno do gauchão com o São Luiz de Ijuí.
  O jogo que decide o campeão do turno vai acontecer dia 10/03, no estádio 19 de Outubro, em Ijuí.


  O Inter não tomou conhecimento do Esportivo e mandou no jogo do início ao fim. Jogando tranquilamente, o colorado dominou a partida e venceu por 2x0 de forma natural.

  O primeiro lance de perigo no jogo, porém, foi só aos 24 minutos de jogo. Fred chutou forte e o goleiro Fabiano fez a defesa. Mas, logo no segundo chute a gol do Inter, Forlán não desperdiçou. Com um chute de fora da área, o uruguaio marcou um golaço, praticamente no ângulo da meta do Esportivo.
  A partir daí, o jogo foi mais equilibrado, com alguns lances de perigo para o Inter e outros para o Esportivo. Aos 39 minutos, Léo arriscou um chute, que passou muito perto da trave do Inter. Mas o jogo seguiu com o mesmo placar até o intervalo.

  Na volta para o segundo tempo, o Inter estava ainda mais pressionante, fazendo jogadas de ataque rápidas e tentando marcar o segundo gol para tranquilizar os torcedores. E, depois de perder gols, com Rodrigo Moledo e Fred, Forlán, aos 22 minutos, apareceu novamente e ampliou a vantagem colorada. O atacante recebeu a bola na frente da área, driblou o zagueiro duas vezes e chutou com a pera direita no canto do goleiro Fabiano. Outro golaço do jogador.

  O técnico Dunga foi expulso logo após o segundo gol, por reclamação. O técnico discutiu com a arbitragem e saiu de campo brigando e gritando de forma insistente.
  Mas, mesmo sem o comandante do lado de fora do campo, o Inter manteve a pressão até o fim do jogo. Forlán ainda perdeu a chance de marcar seu terceiro gol, aos 44 minutos. O jogo terminou 2x0, e o Inter garantiu a vaga para mais uma decisão no Campeonato Gaúcho.


Eduardo Schwarzbold


Twitter: @Eduardo_s93