Como primeira postagem aqui no blog quero antes agradecer à organização/direção pelo convite para escrever no espaço.
A sugestão foi para sempre escrever sobre jogadores históricos do Inter, como também dar sempre pitacos sobre o time atual, administração do clube, fatos relevantes do nosso clube.
A única coisa que me nego a escrever é sobre política.
Mas vamos lá ao nosso primeiro assunto. No último domingo no jogo Inter 2x0 Esportivo, tivemos um "duelo" entre Dunga e Winck.
Devido a este confronto fora das quatro linhas, resolvi relatar nesse primeiro post aquela que eu considero a Minha Seleção Colorada, daqueles que eu vi jogar com a camisa vermelha, desde que comecei a acompanhar o Internacional em 1986.
A lista abaixo se refere aos jogadores de várias décadas, por posição, com um pequeno descritivo de quando jogaram.
Goleiro: Taffarel
Taffarel não ganhou nada pelo Inter. Tomou frango em GreNal, falhou em jogos importantes, como contra o Olímpia em 1989, no 1º gol. Mas ele tinha uma segurança debaixo das traves que deixava a torcida tranquila. Defesas simples, boa saída do gol, sempre bem colocado, sem necessidade de mídia, ou de se aparecer. Este para mim, foi o melhor goleiro que vi jogar com a camisa 1 do Inter.
Lateral Direito: Luis Carlos Winck
Winck, que no início era apenas Luis Carlos, ficou muito marcado no Inter por não conseguir parar a “sua” bruxa, Jorge Veras. Mas inegavelmente era um lateral completo, sabia atacar e defender com segurança. Quebrou a perna na Libertadores de 1989, contra o Peñarol no Uruguay, e antes disso, jogou o GreNal do século com o braço engessado. Saiu do Inter para o Vasco, sem querer ir, mas o clube precisava de grana. Depois do Winck, só o Ceará chegou perto de jogar com a mesma regularidade que ele. Mas o Winck jogou em times medíocres que o Inter montava, exceção 1988, o Ceará pegou o Inter com um bom conjunto/plantel. Assim fica mais fácil.
Zagueiro: Índio
O que dizer de um jogador que mesmo com a fama de baladeiro, mulherengo, ainda assim consegue se mostrar eficiente em campo? Índio dó jogou mal, quando todo o time jogou mal. Foi ridicularizado pelo presidente do Grêmio (Odone) muitas vezes, até na contratação, onde disse que “Ínidio é reforço para lotar aeroporto?”. E o zagueirão sempre deu a resposta. Gols e mais gols em GreNais. Atuações convincentes e seguras. E sem falar no nariz quebrado no título Mundial. Foi dele o início da jogada que surgiu o gol mais importante da história do Inter. Mas escolho Índio pelo seu futebol. O Interrrrrrrrrminável.
Zagueiro: Gamarra
O paraguaio era uma pessoa de apenas um olho, numa terra de cegos. Gamarra ganhou apenas 01 gauchão pelo Inter, mas ficou marcado pelas atuações regulares em campo. Desarmes perfeitos, gols raros, mas importantes para o momento de uma partida (lembro de dois: Juventude no Gauchão de 1996 e Flamengo na Copa do Brasil do mesmo ano). A Regularidade e dedicação faz com que Gamarra companha a zaga com Índio na minha Seleção Colorada.
Lateral Esquerdo: Kleber
Pois é gente!!! O chicletinho definitivamente está anos luz a frente de todos os laterais esquerdos que vi jogar no Beira Rio. Muitos foram esforçados, mas ninguém foi efetivo, a ponto de contribuir para uma vitória ou um título. Com a camisa 6 do Inter eu vi jogar Cleomir, Luciano, Gustavo, Dênis, Cássio, Chiquinho, Edu Silva, Casemiro e Branco. Se tem outro, é porque nem o nome me chamou a atenção. Então o chicletinho faz parte da minha seleção, por ter sido o melhor lateral esquerdo que vi jogar na posição. Os improvisados em não conto (Jorge Wagner e Alex).
Volante: Fernando
O 1º volante para mim tem que ser um jogador “pedreiro”, que não tenha muita frescura, e saiba intimidar o marcador, ou desarmar com muita frequência O Ygor está no caminho, mas não para comparar ainda. Fernando jogou entre 1996 e 1997 no Inter, e se destacava junto com Gamarra como um dos poucos jogadores com atuações regulares, em momentos difíceis do clube, onde o rival ganhava tudo (quer dizer, quase tudo). Se não me engano o Fernando foi o jogador mais longevo do Brasileirão, jogou até os 41, terminando a carreira num time pequeno de São Paulo, que não me lembro agora.
2º volante: Guiñazu
El Cholo faz parte da história do Inter para mim por ser um jogador que se entrega em todos os jogos. Uma vez eu ouvi na TV o Arnaldo Cezar Coelho dizendo que não convida o Guiñazu para jogo de “Casados x Solteiros”. Como eu gosto de futebol força, aliado a arte individual em pró do clube, então Guina vai fazer parte da minha Seleção, ainda que teime em não chutar em gol, ou jogar muita bola para trás. Mas os seus desarmes, entrega em campo, garra, contamina quem tá ao redor.
Armador: Luis Fernando Flores
Luis Fernando era o camisa 8 do Inter na Libertadores de 1989. Foi dele o gol de bicicleta contra o Olímpia em Assunción. Era um jogador regular e que sempre se apresentava no ataque, com personalidade. Jogou no Inter de 1986 a 1989. Tinha o estilo de jogo que agradava todos os treinadores. Fez um gol também no jogo da volta contra o Olímpia, mas não foi suficiente. Depois rodou por Bahia e Cruzeiro, mas ficou marcado como grande jogador para a armação que vi jogar.
Armador: D'alessandro
Indiscutivelmente Craque. Não vi nenhum camisa 10 chegar perto do que D'alessandro joga com a camisa do Inter. Em 2006 no mundial não tínhamos um camisa 10 nato. Iarley era atacante jogando com a 10. D'alessandro é armador clássico. Sabe tocar o ritmo do time. Toca bola e sabe armar um jogo como poucos. Seu pecado é chutar muitas vezes de forma fraca. Mas o gringo vai sempre pra cima. Sabe fazer o time jogar e sabe segurar a bola quando precisa de uma catimba. Em 2012 ano eu vi ele acabar com o jogo 2 vezes, contra o Once Caldas (1×0) e contra o Vasco no RJ (2×1). Ainda quero ver ele levantando uma taça de Mundial pelo Inter. Em 2013 voltou a ser um jogador regular, pensante e comandante do meio-campo colorado. Como tem contrato até 2015, ainda é possível. Outra coisa que me cativa em D'alessandro é a sua necessidade de ter o torcedor junto com o time. Ele sempre vai para a torcida, seja para festejar, seja para retrucar. Ele tem sangue latino, fervente, e isso faz com que a torcida jogue junto com o time muitas vezes. Definitivamente para mim D'alessandro é 10.
Atacante: Nilmar
Nilmar é um mercenário. Joga para quem pagar mais. Isso se provou na negociação frustrada em 2012 na 2ª tentativa de repatriamento. Mas isso não tira a capacidade de resolver um lance de ataque em segundos, como ele sabe fazer. Nilmar fez gols muito importantes pelo Inter, mas era muito efetivo no ataque, pois não se escondia do jogo. Nos últimos tempos o Inter teve bons atacantes, mas para mim o Nilmar se destaca pela qualidade.
Atacante: Fernandão
Fernandão foi o grande responsável por mudar o espírito de jogo ou a forma de encarar um jogo pelo Internacional. Em campo ele foi um verdadeiro líder. Em 2005 e 2006 ninguém jogou mais que ele. Fernandão consagrou Sóbis, tornou seu cabeceio uma jogada mortal quando tinha o Chiquinho em boa fase em 2004, assimilou a rivalidade GreNal, fazendo o gol 1000 e 1001 em clássicos, e ainda fez mais. Na Libertadores de 2006 foi um verdadeiro capitão, um verdadeiro comandante em campo. E no Mundial, no marcante jogo contra o Barcelona, jogou marcando, sim, marcando a saída de bola do time espanhol, onde ele percebeu que se parasse a jogada num jogador específico (Tiago Motta), o time do Barcelona teria que buscar alternativas que não eram das mais eficientes. Por isso Fernandão foi coadjuvante no jogo. Mas ainda assim teve luz, pois saiu para a entrada de quem fez o gol do título. Outro fato que me marcou a respeito da qualidade de Fernandão como atacante foi no grande jogo de 8×1 contra o Juventude na final do Gauchão de 2008. No 1º jogo, perdemos por culpa dele, que perdeu uma bola de forma bisonha querendo que o tempo passasse. No jogo da volta fez “só” 3 gols e deu a volta por cima. Ou seja, as coisas com ele se resolviam dentro de campo. E sempre se resolviam. O Inter precisava dele, enquanto ele era jogador.
Minha Seleção acaba aqui, mas poderia ter um banco de suplentes com: André, Aguirregaray, Élson, Maurício, Edu Lima, Tinga, Sóbis, Damião e Fabiano.
Enfim, se cometi alguma injustiça, confesso que esta minha eleição teve um “quê” de preferência também, mas sempre lembrando que o jogador tem que fazer história pelo time, e não simplesmente vestir a camisa por pouco tempo, e em parte dele ficar no ostracismo.
E para treinador eu escolho Abel Braga, por tudo que representou para o Inter enquanto esteve no clube, desde 1988/1989, como depois em 1991, 1995, 2006/2007 e depois 2007/2008.
Como curiosidade, Abel só não treinou D'alessandro e Kleber. Os demais todos se destacaram com ele.
Vamos ver agora com nosso Dunga, se consegue se manter no comando do time pelo mesmo tempo que ficou na Seleção (4 anos), o que seria um recorde.
Basta que sempre coloque o Inter em campo de forma competitiva.
Basta que sempre coloque o Inter em campo de forma competitiva.
Tenho certeza que estaremos sempre incomodando os times de modinhas da mídia.
Saudações Coloradas a todos!!!!
Alexandre Sampaio - ColoradoBH
Saudações Coloradas a todos!!!!
Alexandre Sampaio - ColoradoBH
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