terça-feira, 13 de agosto de 2013

"Não contamos com esse dinheiro", afirma diretor do Atlético de Ibirama sobre possível venda de Damião

Catarinenses são donos de 30% dos direitos federativos do centroavante colorado e embolsariam alta quantia com possível transferência do goleador para a Europa

Contato informal do Zenit de São Petersburgo, da Rússia, foi feito, mas o empresário Vinícius Prates afirma que a questão salarial teria impedido um avanço nas negociações
Foto: Jean Pereira/Divulgação/Zero Hora
Pode parecer loucura, mas o Atlético de Ibirama, dono de 30% dos direitos federativos de Leandro Damião, põe de lado a preocupação com a chance de faturar alto com a saída do goleador do Beira-Rio.


Um contato informal do Zenit São Petersburgo, da Rússia, foi feito, mas o empresário Vinícius Prates afirma que a questão salarial teria impedido um avanço nas negociações.

Os europeus estariam dispostos a bancar os 25 milhões de euros (R$ 76 milhões) pedidos pelo Inter, mas se assustaram com as cifras mensais do camisa 9. Damião quer ganhar 500 mil euros a cada 30 dias.

Em contato por telefone com Zero Hora, o superintendente de futebol do Atlético, Giovani Gonçalves Nunes, fala sobre a possível venda do camisa 9:

Zero Hora — O clube tem acompanhado a possível transferência de Leandro Damião para a Europa?

Giovani Gonçalves Nunes — Não nos preocupamos com isso. O que acompanhamos é o que sai na imprensa. Quando houver a venda, seremos comunicados. O que não aconteceu ainda.

ZH — Como é possível não pensar nos milhões que virão da Europa?

Nunes — O clube fica totalmente à margem. Não contamos com esse dinheiro. O dia que ele vier, será muito bem-vindo. Mas não muda nada no dia a dia do clube. Seguimos fazendo as mesmas coisas.

ZH — Vocês falam com o Inter sempre que surge alguma negociação?

Nunes — Não falamos. Quando existe alguma situação o empresário dele (Vinícius Prates) entra em contato e nos mantêm informados.

ZH — O que o Atlético faria com o dinheiro de Leandro Damião?

Nunes — Usaríamos a maior para melhorar nossa estrutura. Temos um estádio para 2,5 mil pessoas e queremos estar na Série B do Campeonato Brasileiro daqui cinco anos. Teríamos de melhorar muito nossa estrutura. Por exemplo, amplicar o estádio para 10 mil lugares, trocar o gramado, revitalizar espaços. Construiríamos um centro de treinamento, também.

ZH — Com melhor infra-estrutura, mais investidores e melhores profissionais.

Nunes — Sim. Já disputamos duas Copas do Brasil, nunca fomos rebaixados, nosso clube paga em dia, nunca teve problema com ninguém, sempre disputa a ponta da tabela. Não usaremos o dinheiro na contratação de profissionais, mas a infra-estrutura melhorada mexe com as pessoas do clube e fora dele.

Fonte: Zero Hora

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