Inter sub-17 perdeu para o Flamengo por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira
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| Inter aumentou capacidade do Estádio do Vale para mandar jogos em Novo Hamburgo Foto: Anderson Fetter/Agência RBS |
A eliminação do time sub-17 do Inter na Copa do Brasil da categoria, após derrota por 2 a 1 para o Flamengo, marcou o primeiro teste do reformado Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Nesse domingo, o Inter de Dunga receberá o Atlético-PR, no Vale, a nova casa do clube no Brasileirão. E, na sequência, Atlético-MG, Salgueiro e Goiás.
A estrutura do Estádio do Vale foi aprovada pelas comissões técnicas de Inter e de Flamengo. O técnico Clemer classificou como excelente o vestiário e a proximidade da arquibancada com o campo:
— O Inter terá uma arenazinha muito boa aqui. As acomodações para os times são as melhores possíveis.
Já no quesito gramado, concordâncias e divergências. O campo, com a grama baixa, deixou o jogo ainda mais veloz.
— A bola quicava e ganhava mais velocidade. Achei o piso escorregadio, talvez pela umidade da chuva — analisou o zagueiro Eduardo, capitão do Inter.
— A grama está realmente baixa, poderia estar mais alta um pouco. Gostei muito do campo, comparável a gramados europeus — comentou o capitão do Flamengo, o zagueiro Lincoln.
— O gramado se parece muito com o do Camp Nou (estádio do Barcelona) — disse o coordenador técnico do Flamengo, Kadu Borges.
— O estádio é fantástico, o único reparo que faço é a pouca distância que o torcedor fica do campo. Isso é algo que o Inter precisará ter cuidado – alertou.
É bem verdade que os 400 torcedores que foram ontem à tarde ao Estádio do Vale não serão nem perto dos 15 mil colorados que são aguardados para a estreia no Vale do Sinos, mas já puderam fazer algum barulho. A proximidade entre arquibancadas e gramado dará ao Inter o que era buscado desde o começo de uma temporada sem o Beira-Rio: pressão sobre os adversários. Algo que Caxias do Sul não proporcionou ao clube e que os apenas seis metros de distância entre alambrado e campo darão à equipe em Novo Hamburgo — além, é claro, dos apenas 40 quilômetros que separam o Beira-Rio do estádio da rua Santa Teresa, 420.
Para dotar o Estádio do Vale com 15.178 lugares, limite mínimo exigido pela CBF para jogos do Brasileirão, o Inter investiu R$ 100 mil em benfeitorias, como a reforma das quatro torres de refletores, pintura, reforma dos vestiários e a instalação de uma central de monitoramento, com direito a 11 câmeras de segurança, mais R$ 500 mil pela locação de arquibancadas móveis – o aluguel será pago com as locações de camarotes e com a área vip do restaurante com vista para o gramado.
O Inter ficará com toda a renda de seus jogos, mas pagará uma taxa de R$ 12 mil por partida ao Novo Hamburgo. O clube do Vale do Sinos torce secretamente para que o Inter se classifique à Libertadores e que a Fifa peça o Beira-Rio ainda nos primeiro meses de 2014, assim, Novo Hamburgo seguiria como a casa dos colorados. Já o Inter planeja manter o Estádio do Vale como a segunda casa, mesmo no ano da Copa. A Fifa deverá requisitar o Beira-Rio somente 21 antes do Mundial. Até lá, o Inter seguiria utilizando o seu remodelado estádio.
Enquanto os colorados poderão se espraiar pelas arquibancadas Coberta (espécie de Social), Central, Norte e Sul (estas duas últimas atrás das goleiras), a torcida adversária terá uma localização móvel, dependendo do número de torcedores. A torcida do Atlético-PR, por exemplo, que pediu pouco mais de 30 ingressos, deverá ser instalada em um cantinho da arquibancada Sul. Se o Gre-Nal de 20 de outubro ocorrer no Vale, o Grêmio terá direito a 357 ingressos.
Os setores Norte e Sul contam com as arquibancadas móveis. Elas mais a arquibancada Central (que em parte é de concreto, para receber as torcidas organizadas) receberam apenas três torcedores na partida teste entre os sub-17 de Inter e Flamengo – grande parte dos colorados prefeito a arquibancada Coberta, com uma visão melhor do gramado -, que não pularam, prejudicando em parte o teste final.
Mas todas elas haviam sido aprovadas durante os testes realizadas pelos engenheiros da Ufrgs, que colocaram pesos de 940 quilos a cada três lances de arquibancadas. Outro investimento feito pelo Inter no estádio foi o replantio de grama de inverno, a fim de manter o campo de jogo em perfeitas condições, mesmo durante os meses de frio. O Novo Hamburgo, que disputa a Copa FGF e a partir da parceria com o Inter pretende chegar à Série B nacional em cinco anos, sequer treina no gramado do estádio. A equipe trabalha em um piso sintético, anexo ao estádio. Ao lado do Estádio do Vale também localiza-se um campo com grama natural, onde os guris de Inter e Flamengo aqueceram para a partida da Copa do Brasil.
— Durante a vistoria da CBF, que liberou o estádio para o Brasileirão, o nosso gramado foi muito elogiado. Disseram que era um campo digno de Europa - atesta Adriano Lopes, gestor de projetos do Novo Hamburgo. – Com as melhorias realizadas no estádio e com a divulgação que teremos a partir de agora, sonhamos em ser a terceira força do Rio Grande do Sul em breve — acrescenta Lopes.
O Inter também escolheu o Estádio do Vale para ser a sua segunda casa no Campeonato Brasileiro porque os atletas já demonstravam grande desgaste com as partidas em Caxias, principalmente pelo retorno na madrugada dos dias de semana, e porque grande parte dos associados encontra-se em Porto Alegre e na Região Metropolitana.
O Centenário seguirá como um estádio alternativo, enquanto o Beira-Rio permanecer em obras. Chamou a atenção dos colorados que o público da Serra, além de ir pouco ao estádio apoiar a equipe, muitas vezes chegava na bilheteria e pechinchava o preço do ingresso. Ao que tudo indica, o Inter não estava preparado para Caxias do Sul. Nessa sexta-feira, as catracas para receber as carteirinhas dos sócios colorados serão instaladas. No sábado, haverá o teste definitivo. No domingo, a estreia.
— Optamos por Novo Hamburgo porque o estádio oferece boa estrutura e fica perto de Porto Alegre. Além disso, queremos a pressão do estádio, algo que será possível devido à proximidade da arquibancada com o campo — afirmou o vice de patrimônio e de finanças do Inter, José Alfredo Amarante, responsável pela transição de Caxias para Novo Hamburgo.
Mas os seis metros de distância entre alambrado e campo também geram preocupação no Inter. Uma campanha de conscientização será feita em todas as partidas com os torcedores para que não atirem objetos nem invadam o gramado.
— Tomaremos todos os cuidados para que o Estádio do Vale não seja interditado. Nosso torcedor precisa estar atento a isso — afirmou Amarante.
Se nas arquibancadas tudo correu bem, em campo, o Inter sub-17 sofreu com o Flamengo. A derrota por 2 a 1 eliminou a equipe de Clemer nas oitavas de final da Copa do Brasil. O Inter havia vencido o jogo de ida por 1 a 0, mas após uma fraca atuação, acabou alijado do torneio. Yan Petter cobrou um pênalti na arquibancada, quando a partida estava 0 a 0. O Flamengo agradeceu e o grandalhão centroavante Felipe fez 1 a 0. Abu empatou para os colorados, mas não demorou para que Felipe marcasse o 2 a 1. No segundo tempo, um Inter afoito pouco criou. Os cariocas por pouco não ampliaram em pelo menos sete contra-ataques. Considerada a mais promissora safra do Inter dos últimos anos, o sub-17 caiu na nova casa colorada.
Ao final do jogo, o gramado do Vale apresentava alguns sulcos das travas das chuteiras. Apesar da forte chuva da manhã de quarta-feira, o campo estava seco, revelando boa drenagem. No domingo, com o time de Dunga contra o Atlético-PR, os colorados esperam que o clube tenha melhor sorte. Afinal, a estreia com o sub-17, no Estádio do Vale, não foi das melhores.
Como chegar ao Estádio do Vale:
— De carro, desde Porto Alegre, pela BR-116, ingressando na rua São Leopoldo, virando à direita na rua Macapá, que dá acesso à rua Santa Teresa, o endereço do estádio
— Com o Trensurb, descendo na estação Santo Afonso e caminhando um quilômetro até o estádio.
— O estacionamento no estádio custa R$ 20. A capacidade é para 3 mil veículos.
— Os ingressos para Inter x Atlético-PR custam R$ 100 (arquibancada Coberta), R$ 80 (arquibancada Central) e R$ 60 (arquibancadas Norte e Sul). Sócios têm 50% de desconto e menores de 15 anos pagam meio ingresso.
Fonte: Zero Hora

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