sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dunga tenta ser 1º a completar todo Brasileirão como técnico desde 2006

Dunga quer levar o Inter ao tetra do Brasileirão
(Foto: Alexandre Lops/Divulgação, Inter)

Após conquistar o Gauchão, dar padrão de jogo ao time e conquistar o vestiário – marcado por problemas internos em 2012 -, Dunga tem mais um desafio para este 2013: terminar o ano como treinador do Inter.
A frase pode gerar polêmica, vista que torcida e direção não escondem a alegria com o trabalho do técnico. Entretanto, uma estatística incômoda não garante um Brasileirão completo para os recentes comandantes colorados. O último a conseguir o feito foi Abel Braga, em 2006. Muriel acredita que Dunga pode quebrar o retrospecto e, com sua qualidade técnica e a simbiose com o grupo, manter seu trabalho, rumar até o fim e lutar pelo título:
- É muito importante que o Dunga permaneça para o nosso elenco. Ele tem feito um excelente ano. O grupo aceitou bem as ideias dele. Nós precisamos tanto do treinador, quanto ele precisa da gente.
O começo do trabalho também enche de confiança a direção. Dunga encontrou um time, busca repeti-lo sempre que possível. 
O time apresenta jogadas pelas laterais, pelo meio, e voltou a ter uma bola parada com eficiência. O estilo perfeccionista do treinador é visto como uma prova de quem pode levar o Inter aos primeiros lugares da competição.
- O Dunga serve como parâmetro de exigência. Ele é muito diferenciado como treina, como exige dos jogadores. É o que o Inter quer. O Dunga sempre batalhou muito, viveu de superação. Ele entrou para fazer uma reformulação e está conseguindo – complementa o diretor de futebol Marcelo Medeiros.
A rotina de mudanças
Nos seis Brasileirões seguintes, apesar de sempre cogitado, troca de comando virou algo rotineiro. Em 2007, Alexandre Gallo começou o nacional à frente da equipe. Ele conquistou a Recopa, mas a campanha irregular no nacional abreviou sua estadia no Beira-Rio. Pela competição, disputou 18 jogos, tendo conquistado sete vitórias, três empates e oito derrotas.
Sem Gallo, a direção colorada resolveu trazer novamente Abel Braga. O treinador campeão da Libertadores e do Mundial no anterior era a aposta para recolocar o time nos trilhos e levá-lo até a Libertadores. Ele comandou os 20 jogos restantes, com oito triunfos, seis igualdades e seis revezes.


Abel deixa o Inter e Tite assume
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Técnicos nos Brasileirões dos últimos anos
2006 - Abel Braga
2007 - Alexandre Gallo e Abel
2008 - Abel, Guto Ferreira (interino) e Tite
2009 - Tite e Mário Sérgio
2010 - Jorge Fossati, Enderson Moreira (interino) e Celso Roth
2011 - Falcão, Osmar Loss (interino) e Dorival Júnior              
2012 - Dorival, Fernandão e Osmar Loss (interino)                     



Veio 2008 e as esperanças se renovaram. O Inter manteve Abelão, que conquistou o Gauchão e, com a confiança dentro do vestiário, era a aposta para, enfim, levantar o Brasileirão. Porém, durou pouco tempo. Seduzido por uma proposta milionária do Al Jazira, deixou o Beira-Rio e rumou para os Emirados Árabes após apenas quatro partidas, quando venceu uma, empatou outra e perdeu duas.
Sem Abel, a cúpula colorada voltou ao mercado para prospectar um novo nome. Antes de definir o sucesso, Guto Ferreira treinou interinamente o time contra a Portuguesa, perdendo por 3 a 1. Após muito se debater, Tite, que tinha uma ligação com o Grêmio (pelo título da Copa do Brasil em 2001), acabou contratado.  Após um começo inconstante, esteve à frente do Inter nos 33 jogos, conquistando 14 vitórias, oito empates e 11 derrotas. De quebra, ainda levantou a Copa Sul-Americana.
Tite arranca bem, mas não suporta e Inter contrata Mário Sérgio
Com a manutenção da base e Tite afirmado, o Inter entrou em 2009 como um dos grandes favoritos, ao lado do Corinthians, de Ronaldo Fenômeno, e o Flamengo, de Adriano. E o técnico começou bem. Só perdeu a invencibilidade para a equipe carioca, quando tomou 4 a 0. Acabou campeão do primeiro turno. Depois, entretanto, problemas de vestiário atrapalharam a caminhada e o Colorado decaiu. Tite não resistiu ao revés para o Coritiba por 2 a 0, deixando o time no Brasileirão com 13 vitórias, cinco empates e nove derrotas.
Para não perder a vaga e conseguir uma arrancada final, o Inter buscou Mário Sérgio. O técnico, nas 11 partidas que comandou o time, levou os gaúchos ao vice-campeonato, contribuindo com seis triunfos, três igualdades e dois revezes.
Fossati é substituído por Celso Roth
Em 2010, Jorge Fossati suportou apenas quatro embates. A derrota por 3 a 2 para o Vasco custou seu emprego. O uruguaio saiu do Inter com uma vitória e três quedas. Sem a definição do substituto, o interino Enderson Moreira comandou a equipe nos três jogos antes da parada para a Copa do Mundo, com um triunfo, uma igualdade e um revés. A decisão para garantir o título da Libertadores foi de Celso Roth, que atingiu o objetivo. No Brasileirão, permaneceu nos 31 jogos restantes, com 14 vitórias, nove empates e oito derrotas.

Falcão não resiste em 2011

Em 2011, o ídolo Paulo Roberto Falcão iniciou o nacional. Não durou muito. Após 11 jogos pelo Brasileirão, com quatro vitórias, três empates e quatro derrotas, acabou demitido. A direção demorou a definir o substituto. Osmar Loss comandou o time interinamente em cinco confrontos, com dois triunfos, duas igualdades e um revés. O fim do Brasileirão foi com Dorival Júnior, que levou o Inter a disputa da Libertadores, conquistando 10 vitórias, sete empates e cinco derrotas.
O treinador conquistou o Gauchão e acabou eliminado nas oitavas do torneio sul-americano. Apesar disso, foi mantido para o Brasileirão. Após perder para o Atlético-MG por 3 a 1 fora de casa, deixou o Colorado com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

A solução, no entanto, foi incomum. A escolha, assim como ocorreu no ano anterior, foi por um ídolo: Fernandão. Entretanto, ele era o diretor técnico do clube, a quem Dorival se reportava. O começo do capitão da Libertadores e do Mundial em 2006 foi alvissareira. Porém, aos poucos, o treinador, que em sua época de jogador era conhecido pela liderança no vestiário, começou a ter atritos com os atletas.
Após um empate em 2 a 2 com o Sport no Beira-Rio disse que alguns dos seus subordinados estavam “em uma zona de conforto”. Os problemas foram crescendo e culminaram com sua eliminação a duas rodadas do término do Brasileirão, deixando o time com nove vitórias, oito empates e nove derrotas. Loss terminou o nacional interinamente, conquistando um empate e perdendo um jogo.
Agora, Dunga chega com a missão de terminar com o jejum de 34 anos sem a conquista do Brasileirão. Para alcançar a meta, a direção promete reforços de peso para o treinador após a Copa das Confederações. E, de quebra, encerrar com as mudanças na casamata colorada.
O primeiro desafio é neste sábado. Às 18h30, o Inter começa a caminhada diante do Vitória, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O tempo dirá se Dunga conseguirá mudar a história.

Fonte: globoesporte.com

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