Aílton Corrêa Arruda,o Manga,se auto-denominava Fenômeno.Poderia ser falta de modéstia,mas era a pura verdade.Nascido em Recife,em 26/4/1937,começou a carreira no Sport já como um goleiro diferenciado.Ficou uma temporada sem tomar gols nos juvenis,sendo encaminhado aos profissionais em 1957,Depois,marcou época no Botafogo e Nacional (Uruguai).Quando foi contratado pelo Inter,em 1974,já era um veterano.Porém,como bom fenômeno,teve tempo de sobra para se transformar numa lenda do clube,conquistando os títulos Gaúchos (74,75,76) e Brasileiro (75 e 76).
Com 1m87cm de altura,a cara com marcas da varíola e falando portunhol (adquiriu o sotaque no período em que atuou no Uruguai),Manga era uma figura ímpar.Suas enormes mãos têm os dedos tortos em virtude de fraturas que não curava direito,entrando em campo antes da hora.Adorava jogar cartas na concentração,sempre a dinheiro.Apostas era com ele mesmo.Onde havia Cassino,o goleiro dava um jeito de dar uma passada.
Em campo,era soberano.O excelente posicionamento e a tranquilidade sob as traves faziam das potências defesas monumentais,simples agarradas de bola.Há relatos que em cobranças de escanteio,chegou a segurar a pelota com uma mão só.Contra o Cruzeiro de Nelinho,um especialista em chutes com curva,travou grandes duelos,como na final de 1975,garantindo o título Brasileiro para o Inter.
Ídolo de muitas torcidas,Manga só não esteve bem na seleção Brasileira,atuando na Copa do Mundo de 1966.Jogou até os 45 anos,encerrando a carreira no Barcelona do Equador.Em Quito,começou a treinar goleiros.Hoje,ensina futebol nos EUA,morando em Miami,na Flórida.
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