segunda-feira, 29 de julho de 2013

Semana de preparação para o clássico Gre-Nal na Arena

Grupo colorado começa na terça-feira a preparação para o clássico do final de semana
Foto: Divulgação/Inter
Depois de encarar uma maratona de jogos, tendo disputando sete partidas em 21 dias, o Internacional terá, enfim, uma 'semana cheia' para se preparar para o Gre-Nal do próximo domingo (4/8), na Arena. E isso só ocorreu porque o jogo contra o Santos, que seria realizado no dia 1º de agosto, foi adiado em função de compromissos do time paulista na Europa.

O grupo colorado realizará sete períodos de treinamentos até o clássico de número 397, válido pela 11ª rodada do Brasileirão. Os jogadores se reapresentam no CT do Parque Gigante na manhã de terça-feira, quando haverá trabalhos em dois turnos. A quarta-feira também será de carga dupla de atividades. Na quinta e sexta, os treinos ocorrem somente à tarde, e no sábado, no turno da manhã.

O atacante Leandro Damião e o zagueiro Índio serão reavaliados ao longo da semana e poderão reforçar o time contra o tradicional rival. No momento, o Inter é o segundo colocado, com 18 pontos conquistados em dez jogos (5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas).

Fonte: Site do Inter

Dunga admite que Náutico mereceu vitória e afirma: "Não tem que procurar um culpado"

Técnico procurou não destacar falhas individuais dos jogadores em goleada em Pernambuco

Atuação de Alan Patrick foi comentada pelo técnico
Foto: Alexandre Lops/Divulgação/Inter
A goleada de 3 a 0 sofrida pelo Inter contra o Náutico neste domingo, na Arena Pernambuco, não terá responsáveis individuais — pelo menos para Dunga. O treinador destacou a importância do coletivo no grupo e contestou a declaração de Williams na saída de campo — o volante admitiu que errou no lance do segundo gol da partida.

— Todo mundo tem responsabilidade de defender e atacar. Nós tivemos chances de fazer o gol, mas não fomos eficientes. O Náutico foi mais eficiente e ganhou o jogo. Não tem que procurar um culpado — afirmou, após enfatizar:

— Quando nós ganhamos, todos ganhamos. Quando nós perdemos, todos perdemos, todos erramos.

Assim o diretor de futebol como Marcelo Medeiros, Dunga foi questionado sobre a suspensão de D'Alessandro. O meia levou o terceiro cartão amarelo contra o São Paulo e voltará para o time no Gre-Nal do próximo domingo, na Arena do Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico também comentou as outras ausências na equipe que enfrentou o Náutico.

— Coisas de jogo. Tomou o cartão (o D'Alessandro), como em qualquer partida. O Índio não se sentia confiante para jogar, assim como o Damião. Mais de 70 dias sem jogar e entrou com o São Paulo, o campo bastante molhado, sentiu um pouco o cansaço muscular. Tínhamos que decidir: ou arriscamos o Damião agora e perdemos ele por mais 60 dias, ou preservamos neste jogo e temos ele o ano todo — explicou.

No lugar do suspenso D'Alessandro, o recém-chegado no Inter Alan Patrick foi o responsável por armar as jogadas de ataque do time. O treinador analisou a atuação do jogador:

— Foi regular, vinha a um bom tempo sem jogar. É um jogador de qualidade. A gente perdeu quatro ou cinco peças, então o entrosamento não era o ideal. Quando o jogador entra, é normal que ele encontre dificuldades.

Para o Gre-Nal, Dunga poderá ter as estreias dos reforços Alex e Scocco — ambos já têm condições legais de jogo — e a volta de D'Alessandro e Damião. O técnico, porém, prefere não contar como certo a presença de todos.

— Ainda não tenho informações do Alex e do Scocco. O Damião, vamos avaliar durante a semana, mas acredito que não tenha problemas. Pra mim, não tem história. São três pontos que valem pro Campeonato Brasileiro — disse.

Fonte: Zero Hora

sábado, 27 de julho de 2013

A noite em que D'Alessandro chegou a Porto Alegre para atuar no Inter

Em 30 de julho de 2008, o argentino assistiu jogo com o Santos no Beira-Rio

D'Alessandro completa cinco anos com a camisa do Inter
Foto: Diego Vara/Agência RBS
Fernando Carvalho havia voltado ao Inter para que Tite pudesse assumir o time. Abel Braga havia saído após o Gauchão, para o Al-Jazeera, e Vitorio Piffero, então presidente, tinha resistência ao novo treinador, devido a "seu passado gremista". 

Com Carvalho de volta ao futebol, ao lado do então vice, Giovanni Luigi, o Inter foi às compras na janela. E buscou, no San Lorenzo, o camisa 10 que no começo de carreira foi apontado na Argentina como um dos muitos novos Maradona: D'Alessandro. 

Após uma demorada negociação, na qual o Inter e o investidor Delcir Sonda pagaram 5 milhões de euros mais os direitos do meia Tales ao Zaragoza (clube que detinha parte do vínculo de D'Alessandro), o meia canhoto argentino chegou a Porto Alegre ao final da tarde de 30 de julho de 2008, uma quarta-feira de rodada do Brasileirão. Descansou por algumas poucas horas no Hotel Sheraton e, em seguida, dirigiu-se ao Beira-Rio. 


Naquela noite, o Inter enfrentaria o Santos pré-Neymar. A noite deveria ser de Daniel Carvalho. Com a camisa 99 às costas, Daniel havia sido apresentado antes da partida. Nas arquibancadas do antigo Beira-Rio, a torcida entoava um "Ôôôôô, o Daniel voltou, o Daniel voltou...". 

Isso até D'Alessandro surgir nas suítes. Jaqueta preta, jeans cinza, cabelo raspado dos lados e piercing logo abaixo do lábio direito. Bom, aí o estádio inteiro desistiu do jogo, que ficou em segundo plano, e os olhares se voltaram para a suíte número 7, onde o argentino tentava se sentar. 

Sim, porque acomodar-se era impossível. Assim que D'Alessandro foi identificado, uma romaria teve início. Dos elegantes colorados nas suítes ao povão na inferior, todos queriam ganhar a atenção do camisa 15 - a 10 já pertencia a Alex. Na inferior, valia ganhar pezinho, ficar na ponta dos pés para enxergar o meia e até mesmo atirar bonés e camisas para que o meia assinasse. 

E D'Alessandro, ainda surpreso com o carinho, autografava tudo o que via pela frente. Cansou de tirar fotos e, do pouco que viu do jogo, perguntou quem era o camisa 7. Era Taison, que depois seria um de seus grandes amigos no clube. 

O Inter perdeu aquela partida para o Santos, em um erro de Danny Morais e gol de Maikon Leite. Pouco importou aos colorados, que caíram para a nona colocação do Campeonato Brasileiro. Um novo rei estava surgindo no Beira-Rio: D'Alessandro. 

Se Figueroa elevou o Inter a um outro nível, com a conquista do Brasileiro de 1975, D'Alessandro conduziu o Inter à conquista da Libertadores de 2010. Cumpre cinco temporadas de Inter, assim como as de Figueroa. Assim como o capitão chileno, o capitão argentino já ganhou uma morada no panteão dos heróis colorados.

Fonte: Zero Hora

De longe, Sobis revê Beira-Rio em obras e diz: 'O mais bonito do Brasil'

Atacante se mostra nostálgico ao olhar o estádio, lembra da caminhada vitoriosa pelo Inter e diz que quer fazer o mesmo pelo Fluminense

Rafael Sobis diz viver no Flu a melhor fase da sua
carreira (Foto: Moyses Ferman/Photocamera)
Treino do Fluminense rolando e Rafael Sobis avista do outro lado do rio Guaíba um pedaço de sua casa. Em boa parte da sua carreira, o estádio Beira-Rio foi sua casa de fato. Criado no Internacional, o atacante venceu três vezes o campeonato Gaúcho, duas a Libertadores e viveu um dos melhores momentos da carreira. Mas agora, aquele palco tão marcante passa por uma transformação radical. E mesmo sem ver os detalhes da obra, prevista para se encerrar no fim deste ano, Sobis decretou que "aquele será o estádio mais bonito do país".
Para Sobis, o Internacional aprendeu com os erros dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 que já foram inaugurados. Com isso, a inauguração promete ser mais tranquila. Quanto à beleza, além da arquitetura o atacante, titular do Fluminense neste domingo contra o Grêmio, ressaltou a localização.
- O local é muito bonito, literalmente na beira do Rio Guaíba. Será o estádio mais bonito do Brasil. E pelo que estou vendo além do que me disseram, o Inter aprendeu com os erros dos outros e isso é importante. Agora é torcer para os torcedores, que sempre cobraram bastante, cuidem direitinho - disse.

Beira-Rio segue em obras para a Copa do
Mundo (Foto: Divulgação / Ministério do esporte)
Com tantas conquistas e boas lembranças, Sobis virou ídolo do Internacional. Prova disso é que até barranco as suas fãs descem para vê-lo. Mas apesar das muitas conquistas, o atacante diz que vive hoje no Fluminense o melhor momento da carreira. E agora quer continuar fazendo pelo clube das Laranjeiras o que fez com o Colorado.
- Fisicamente, mentalmente... Em todos os sentidos vivo o melhor momento da carreira. As coisas estão dando certo. Olho para o Beira-Rio e sindo saudades porque fui feliz lá. Sei que ajudei o clube a crescer. Mas estou muito feliz no Fluminense também e querendo fazer de tudo para ajudar - finalizou.
Com Rafael Sobis, Fluminense e Grêmio se enfrentam neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Com 9 pontos, o Flu ocupa a 14ª posição na tabela do Brasileiro. Já o Tricolor Gaúcho está em 8º com 12 pontos.

Inter tira lições do Centenário para atuar fora: 'Estamos sempre focados'

Colorado está invicto no Brasileirão atuando longe do Rio Grande do Sul, com duas vitórias e quatro empates

Inter pega Náutico às 16h de domingo na Arena
Pernambuco (Foto: Alex Silva/Agência Estado)
Da adversidade ao costume. E do costume, um trunfo. Assim, o Inter se adapta ao atípico 2013, sem o Beira-Rio, que passa pela reforma para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O fato de não ter o estádio colocou o time como um eterno visitante. E este problema surgiu como um facilitador para o momento de atuar na casa do adversário.
No Brasileirão, os comandados de Dunga já jogaram fora de casa em seis oportunidades. Estão invictos até o momento. São quatro empates e duas vitórias, sobre Fluminense e São Paulo que, no início do nacional, eram apontados como dois dos postulantes ao título. O aproveitamento é de 55,55%, tendo anotado dez gols. Para Willians, o Inter descobriu a fórmula para atuar como visitante e conseguir bons resultados:

- Aprendemos a atuar como visitantes. Fizemos grandes jogos contra Fluminense e São Paulo. Vamos bem compactados, com bastante ritmo, e conseguimos fazer gols, o que é sempre importante.

O bom desempenho do grupo de Dunga fora fica ainda melhor quando se pega o total em 2013. São 16 partidas, com sete vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, o que dá 58,33% de aproveitamento. Destes, em apenas três ficou sem balançar as redes. Já são 26 gols como visitante. Após quase oito meses, o volante vê este como o segredo do Inter. O time atuar próximo e sempre buscar o gol:

- O fato de não ter o Beira-Rio fez o Inter ter uma boa postura fora. Nós estamos focados. Jogamos com a mesma postura. Não podemos perder. Mesmo o empate ajuda para fazer a gordura. E dentro de casa, temos que tentar ganhar sempre.

​O Inter espera manter o rendimento na tarde deste domingo diante do lanterna Náutico. O  jogo será disputado às 16h, na Arena Pernambuco, em Recife.

Leandro Damião vira dúvida para jogo contra o Náutico

Centroavante não participou do treino da manhã deste sábado no CT do Palmeiras

Foto: Mauro Vieira/Agência RBS
O Internacional ganhou mais uma dúvida para o jogo deste domingo, às 16h, contra o Náutico, na Arena Pernambuco. O centroavante Leandro Damião não participou do treino da manhã deste sábado, no centro de treinamento do Palmeiras, em São Paulo, e pode engrossar a lista de desfalques da equipe — que já conta com D'Alessandro e Fabrício, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, e Gabriel, afastado por lesão.
O recém-contrato Alan Patrick pode estrear na vaga do argentino. Com tantos problemas, o treinador Dunga pode reconsiderar sua pretensão de poupar alguns jogadores contra o laterna do campeonato. O zagueiro Juan e atacante Forlán, que vêm jogando sem descanso desde o início da temporada, poderia ficar de fora do time neste domingo.
Assim, a provável escalação do Inter deve ser Muriel; Ednei, Ronaldo Alves , Juan (Jackson) e Kleber; Williams, Josimar, Alan Patrick e Jorge Henrique; Diego Forlán e Leandro Damião (Rafael Moura ou Caio).
A equipe embarca às 18h para Recife.

Fonte: Zero Hora

Grato a Dunga por chance na Seleção, Alex exalta ambiente familiar do Inter

Meia, que falou sobre seu retorno ao clube, foi à Seleção Brasileira quando o técnico estava no comando

Alex sobre Dunga: "Prazer grande em trabalhar novamente com esse grande cara"
Foto: Lauro Alves/Agência RBS
Alex está de volta. De volta ao clube que conquistou a América e o Mundo. De volta ao clube que o projetou para o futebol. E faz isso com grande satisfação que não foi possível esconder na sua entrevista coletiva ao lado do outro reforço do Inter, Scocco.

Falando sobre a sua vontade de entrar em campo com a camisa colorada, Alex faz um comparativo de como estava o clube quando ele saiu. A referência do time era o próprio meia. D'Alessandro recém estava iniciando. Já agora...

— Ele se tornou, pela qualidade, a referência. Então, só temos a felicidade de trabalhar com pessoas competentes. Só invertemos os papéis da chegada e saída — afirmou. — (A chegada) foi tudo muito bacana, começando pelos torcedores no aeroporto. Foi motivador — completou.

Alex se sente em casa, de verdade.

— Mesmo tendo algumas diferenças, aqui é tudo muito familiar. Estou aqui, parece que rodei o mundo, tive experiência de jogar no Corinthians e vencer lá. Tenho um filho que nasceu aqui. Para mim é tudo muito natural. Isso facilita na readaptação — completou.

E fica mais fácil por ter a oportunidade de trabalhar com Dunga novamente.

— Já o conhecia como pessoa, ele já frequentava o Beira-Rio, encontrava ele jardinando na zona sul, comprava carne no mesmo lugar que eu. O que posso falar de um cara que me deu a maior honra, vestir a camisa da Seleção? Sou eternamente grato à ele, ele se mostrou muito competente em gerenciar grupo. É um treinador parceiro, mas que vai cobrar. É uma grande honra e um prazer trabalhar com esse grande cara — disse.

Onde Dunga quiser, Alex garante que pode jogar. Não importa a posição.

— Toda as posições que joguei até chegar de segundo atacante, menos centroavante, azar que o Nilmar estava lá, para cada uma se deve julgar de uma maneira diferente. Eu, como tenho essa possibilidade, e temos muito jogadores para ser segundo atacante, posso fazer uma articulação mais adiantada — disse.

Alex só quer ajudar.

— Estou à disposição para ajudar na maneira que for. Vamos ver o que o Dunga irá decidir.

Fonte: Zero Hora