sexta-feira, 10 de maio de 2013

D'Alessandro se choca com Cláudio Wink e dá susto em treino do Inter

A manhã desta sexta-feira foi de sustos no Centro de Treinamentos do Parque Gigante. D'Alessandro machucou a boca após um choque com Cláudio Wink, caiu no gramado e preocupou o grupo.

O trabalho permitia aos atletas dois toques. E, quando o exercício já tinha aproximadamente 40 minutos, o gringo dividiu com o lateral-direito oriundo da base. A armador desabou, e o treino deu uma pequena para. Todos os jogadores foram ver o que tinha ocorrido com o capitão. O médico Carlos Poisl prontamente o atendeu.

D'Alessandro recebe atendimento após choque (Foto: Tomás Hammes/Globoesporte.com)
Alguns minutos de silêncio se sucederam até o camisa 10 ficar em pé novamente. Após se contorcer no gramado, o alívio. Era apenas um corte na boca em decorrência do aparelho ortodôntico utilizado pelo meia. Ele seguiu a atividade, mas colocava a mão no local de tempos em tempos.


Airton e Vitor Júnior também sentem

D'Ale não foi o único a preocupar Dunga. Em uma jogada pela lateral direita, Airton sentiu o tornozelo esquerdo. O volante tirou a chuteira e recebeu um tratamento rápido de Poisl, retornando ao exercício. O terceiro a cair no gramado foi Vitor Júnior. No entanto, o meia não teve nada demais e levantou rapidamente ao receber ajuda de Diego Forlán.

O trabalho prosseguiu sem problemas. Nesta tarde Dunga promove mais um exercício. O Inter enfrenta o Santa Cruz na próxima quarta-feira, 15 de maio. O jogo será disputado às 22h, no Centenário, em Caxias do Sul. Os colorados precisam vencer para garantir uma vaga à terceira fase da Copa do Brasil. Empate a partir de 1 a 1 classifica os pernambucanos. Nova igualdade por 0 a 0 leva o jogo aos pênaltis.

Tricampeão!!!! Ok! Agora vamos trabalhar???

Confesso que tremi um pouco na base no último domingo.

Não que eu achasse que o Inter não seria campeão gaúcho (tricampeão), mas pelo que se desenhou em campo, pela postura do adversário e pela falta de produtividade que tivemos, meio que veio à cabeça um dejavú da metade final dos anos 90 a metade inicial dos anos 2000, onde não importava o campeonato, não importava a fase, não importava o que tivesse acontecendo no mundo, o Internacional penava contra o Juventude.

O fato de ter ido para os pênaltis, e eu praticamente nunca ter visto o Muriel defender uma penalidade (apenas contra o Atlético MG no Campeonato Brasileiro de 2012, batido pelo badalado Jô), e o D'alessandro ter errado a primeira cobrança, veio um sentimento de que era um dia para "não levantar da cama". Era melhor projetar mais dois jogos contra o mesmo adversário, que eu supunha que venceríamos.

Conseguimos reverter o quadro por sorte, incompetência do adversário, e por competência dos demais batedores e do Muriel que defendeu o pênalti derradeiro. E partiu-se para a festa.

Para mim, o sentimento foi de dever cumprido. Apenas isso.

Concordo com o discurso do Dunga de que primeiro precisamos mandar no nosso galinheiro, para depois partir para novas conquistas. Mas até hoje, em 2013, o Internacional não foi devidamente testado.

Fomos competentes para vencer quem nos impôs dificuldades. Vingamos as derrotas (Lajeadense e Veranópolis). Mostramos bom futebol em vários momentos. Porém, somente agora vamos começar os trabalhos do ano.

A jornada vai ser pesada. Já começa na próxima 4ª feira contra o Santa Cruz, o último "não teste de força" do Inter. Será inadmissível que o time não vença o jogo e não saia classificado.

Depois disso vem o Brasileirão e os primeiros jogos não serão difíceis, com exceção do Vitória em Salvador e o Cruzeiro em BH.

Vejo com bons olhos o discurso da diretoria de se reforçar para o restante da temporada.

A partir de julho haverão jogos praticamente todas as quartas e finais de semana. O time vai ter que correr e manter o nível. Este sim, será o início dos trabalhos do Internacional em 2013.

Vibrei muito com as vitórias conquistadas até agora. Era necessário se recompor após o fracasso da temporada passada.

O que de bom se viu até agora é que recuperamos a lateral direita, que não existia. Conseguimos com que Moledo e Juan jogassem bem. Fabrício se mostrou bem. Willians se afirmou. Forlán "tentou" voltar a jogar, coisa que não havia conseguido até então. E D'alessandro mostrou o que é ser um camisa 10 de um time grande.

Precisamos refletir também sobre o que temos "patinado" até o momento.

Nos últimos 6 jogos, o Inter só se impôs em 1, justamente contra o Juventude, onde venceu por 4x1.

De resto, penamos para fazer 2x0 no Rio Branco do Acre. Sofremos para virar o jogo contra o Lajeadense. Amassamos o Veranópolis até fazer 1x0 no primeiro tempo e depois levamos pressão desnecessária. Empatamos em 0x0 contra o fraco time do Santa Cruz, sendo que chutamos apenas uma bola em gol. E por último, a má apresentação no jogo da final do Gauchão que nos sagramos Tricampeões.

Sou daqueles torcedores que se importa com o resultado. Vencemos. É o que interessa.

Mas não posso me cegar para as dificuldades do time contra adversários que não são de primeira linha do futebol brasileiro. Logo, penso que o time deve trabalhar para melhorar sua produtividade em campo e conseguir de maneira mais "natural" ou mais "tranquila" os seus êxitos, pois time tem.

É a 2ª vez que vejo o Inter ser tricampeão gaúcho. A última foi em 2004 contra a Ulbra em Canoas, com gols de Edinho e Nilmar (2x1). Saímos perdendo. E o técnico era o Lori Sandri (fraco).

O que me deixou feliz foi o fato de o Dunga, como técnico, conseguir dar uma cara ao time. Sem deixar de lutar e se entregar em campo. Não há beicinho de jogador não escalado.

Escalação que, por sinal, se sabe do goleiro ao último atacante.

Confio no trabalho do Dunga e dessa nova direção. Tenho certeza que nos reforçaremos de forma a brigar por lugares maiores no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

E tudo isso (re)começa agora no dia 15/05 contra o modesto Santa Cruz.

Vamos começar os trabalhos?


Saudações Coloradas a todos!

Alexandre - ColoradoBH
www.twitter.com/coloradobh



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Inter será denunciado por súmula e briga pode acarretar perda do mando de campo

Procurador-geral do TJD oferecerá a denúncia contra o time colorado
até o final da tarde desta quinta-feira. Foto: Juan Barbosa
Dois são os problemas do Inter após a final da Taça Farroupilha. O mais brando está na multa que deve pagar por ser denunciado por infração ao artigo 191, inciso III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) - "deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição" - devido a não assinatura da súmula de jogo por parte do lateral-direito Gabriel. Por conta disso, terá de pagar um valor entre R$ 100 e R$ 100 mil.

A questão maior está na briga entre integrantes da torcida Nação Independente, que resultou em feridos e, segundo o procurador-geral do TJD Alberto Franco, "em um torcedor que se machucou tanto que teve de ser encaminhado ao hospital". Neste caso, o Inter seria denunciado no artigo 213, inciso I do CBJD - "deixar de tomar previdências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".

A pena pode ser a multa entre R% 100 a R$ 100 mil e a eventual perda do mando de campo para competições regidas pela Federação Gaúcho de Futebol (FGF). Segundo Franco, o Inter não poderia atuar no Estádio Centenário.

O procurador-geral do TJD oferecerá a denúncia contra o time contra o time colorado até o final da tarde desta quinta-feira. Sobre a questão da súmula e de uma eventual representação do Juventude para a impugnação da partida, Franco acredita que o Inter pagará a multa, mas que os auditores do TJD julgarão a partida como válida.

"O jogador estava com tudo regularizado, não tinha problema de suspensão ou inscrição. Ao que tudo indica, será apenas multa" esclareceu o procurador.

Fonte: ZH Inter

Direção busca 'pensador' para opção a D'Alessandro e atacante velocista

Dunga receberá mais reforços para decorrer
 da temporada (Foto: Alexandre Lops/Inter, DVG)
Atrás de reforços, o Inter começa a definir o que precisa para o restante da temporada. Duas peças chamam atenção na lista de prioridades: o meia para substituir D'Alessandro, que seja o "cérebro" da equipe, que já é algo que a direção trabalha há algum tempo para dar a Dunga, e um atacante velocista.

Os nomes seguem guardados, até para evitar uma falsa expectativa. Porém, os requisitos são conhecidos. Para ser uma alternativa ao gringo, a ideia é de alguém com as mesmas características. Um articulador que dite o ritmo da partida, saiba o momento de acelerar o jogo ou de cadenciá-lo. O nome de Douglas, ex-Grêmio e atualmente no Corinthians, foi citado como exemplo de quem apresenta tais características.

A direção, entretanto, prefere apresentar outro jogador como símbolo. Vê que a lacuna era preenchida quando o Inter contava com Andrezinho, hoje no Botafogo. Apesar de destro, o meia possuía as mesmas credencias do camisa 10: pensador, que se aproximava dos atacantes e marcava gols, principalmente de falta.
Na frente, mesmo que Leandro Damião receba novo assédio do futebol europeu, o pensamento da comissão técnica e a cúpula colorada é de contar com o camisa 9. Até por isso, cita entre os quatro atacantes uma carência de um velocista. Caio é quem mais se aproxima, mas é visto como um driblador. Tanto Damião e Rafael Moura são homens de área, goleadores, enquanto Forlán é um atacante de movimentação, com facilidade para chutar com duas pernas e bom batedor de faltas, não apenas diretas.

O time tenta sanar a falta de um jogador que também defendeu o time: Taison. O atacante, hoje no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, foi um dos destaques no título da Libertadores em 2010. Velocista, seu estilo vertical é visto como quem "dispara e fica difícil alcançar". Cassiano e Gilberto até poderiam entrar nesse quesito, mas não aprovaram nas oportunidades recebidas.

Além das duas funções, o Inter procura jogadores para preencher o grupo. As laterais atualmente também merecem atenção da direção. Na direita, é entendimento que Gabriel precisa de um reserva. Hélder, trazido da França para ser alternativa, não correspondeu. Cláudio Wink é visto com potencial, mas o clube quer lapidá-lo melhor até para evitar "queimá-lo". Ednei, eleito melhor jogador da posição pelo Veranópolis, despertou interesse dos colorados.

Na esquerda, a direção avalia se trará um atleta para compor o grupo. Fabrício e Kleber são vistos como jogadores com as mesmas condições de serem titulares. O reserva era Rapinha, que completava o trio, passou por uma cirurgia no joelho esquerdo e ficará um longo período afastado.

Para piorar, o estado clínico de Fabrício preocupa. O jogador sente dores por um hérnia inguinal. Não está descartado que precise passar por uma cirurgia no recesso do Brasileirão para a disputa da Copa das Confederações - O Inter enfrente o Cruzeiro no dia 8 de junho e depois só volta a campo no dia 7 de julho, quando pega o Vasco

Fonte: globoesporte.com

quarta-feira, 8 de maio de 2013

D'Ale diz estar satisfeito no Inter, mas reconhece: "Não se pode comparar com o que eu sinto pelo River"

D'Alessandro defende o Inter desde 2008
Foto: Mauro Vieira/Agência RBS
D'Alessandro nunca escondeu o carinho que tem pelo River Plate, clube que o projetou para o futebol e de onde saiu em 2003 para o Wolfsburg, da Alemanha. Em entrevista à Rádio la Red, da Argentina, D'Ale disse estar satisfeito no Inter, mas reconheceu que o sentimento que nutre pelo River é mais forte.

"No Inter eu estou muito bem, mas não se pode comparar com o que eu sinto pelo River" destacou para depois completar: 
"Não sei quando vai ser o momento de voltar ao River, mas sei que vou voltar."

O argentino ainda elogiou o técnico Ramon Diaz, com quem trabalhou no River Plate e no San Lorenzo, afirmando que "a melhor situação que eu poderia passar era ter o Ramon Diaz no banco".

Fonte: ZH Inter

Grupo de fiscalização da prefeitura interdita Gigantinho

Gigantinho foi interditado nesta terça-feira
Foto: Bruno Maestrini/Agência RBS
Nesta terça-feira, o grupo de fiscalização montado pela prefeitura de Porto Alegre interditou na
forma cautelar o Gigantinho, ginásio de esportes do Inter. O local foi fechado por questões de segurança relacionadas à prevenção de incêndios.

O secretário da SMIC, Humberto Goulart, garantiu que não haveriam riscos para frequentadores se ocorresse um incêndio no Gigantinho, mas o ginásio apresenta problemas na localização das escadas e acessos ao público, além de não ter documentação em dia.

"O ginásio tem alguns problemas de engenharia, na localização das escadas e acessos.
Não são problemas que levam ao risco. Há também o problema de não ter alvará de incêndio, por isso acabamos interditando" destacou

Não há prazo definido para uma nova visita dos agentes da SMIC ao Gigantinho. O Inter fará as modificações necessárias e entrará em contato com a secretaria para a vistoria.

"Não há como prever quanto tempo isso vai demorar, mas são questões pequenas. É uma questão para semanas e não meses" afirmou Goulart.

O vice-presidente de marketing do Inter, Adauri Silveira, disse que a necessidade de adaptações para grandes eventos já era prevista pelo clube, por isso não há eventos agendados. Segundo ele, a temporada do espetáculo Disney On Yce, que comportava um público de 8 mil pessoas exigiu algumas adequações para ter a liberação de funcionamento.

"Não vamos marcar nada enquanto não estiver ok. O fechamento, pelo menos para shows maiores, já estava previsto" comenta Silveira, sem estimar um prazo para as reformas necessárias.


Fonte: ZH Inter

terça-feira, 7 de maio de 2013

HÁ CEM ANOS


Por Colorada de POA

Anos 1980/90 - Tempos difíceis
Os anos 1980 foi um período de poucos títulos para o Internacional. Mesmo assim, forneceu praticamente todo o time (nove dos onze titulares) da Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de 1984, alcançando uma inédita medalha de prata em Los Angeles. Destaque também para a conquista do Troféu Joan Gamper, em Barcelona, no qual o Internacional eliminou o poderoso Barcelona (que anos mais tarde viria a ser o adversário da maior conquista da história do clube) de Maradona e venceu o inglês Manchester City na final, por 3 a 1. Obteve um Tetracampeonato Gaúcho (de 1981 a 1984). No cenário nacional, o clube conquistou o Torneio Heleno Nunes em 1984 e chegou a duas finais consecutivas do Campeonato Brasileiro (1987 e 1988).

O clube passou por graves crises na década de 1990. O ano de 1992 foi uma exceção: o Colorado conquistava o inédito título da Copa do Brasil. A final dramática no Beira-Rio foi contra o Fluminense. O Inter venceu a partida com um polêmico pênalti ocorrido aos 42 minutos do segundo tempo, convertido pelo zagueiro Célio Silva. Nessa década, o Internacional ainda obteve quatro títulos gaúchos (1991, 1992, 1994 e 1997). Após boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1997, no qual terminou na terceira colocação, o Internacional viveria um dos piores momentos de sua história em 1999, quando esteve ameaçado de ser rebaixado para a Segunda Divisão nacional. O Colorado escapou do rebaixamento apenas na última partida do Campeonato Brasileiro daquele ano, com um gol do ídolo Dunga sobre o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari, no Beira-Rio, garantindo a permanência do clube gaúcho entre as principais equipes do futebol brasileiro.